domingo, 3 de abril de 2011

PIEGUICE NA INFÂNCIA DO POETA EM FRAGRÂNCIAS

Infância - crisálida de poeta
( casulo enrolado no menino )
tempo mítico e real
sem a pieguice juvenil ou senil
que canta a paixão do amor
ou a avareza de possuir.

As fragrâncias do caju,
em flores, folhas com nervuras,
tronco com esgalhos retorcidos
num esgar de bruxa,
traziam o cajueiro
plantado no meio dos meus sentidos.

Mãe, pai, vovó
eram as vozes, o canto angelical
da criança que fui - feliz de corpo e alma!
(Porquanto anjos cantavam
melodias que Amadeus Mozart
sequer pôs em partitura
para o "Stradivarius" de Paganini).

Toda menina bonita era Rapunzel.
Haviam bruxas más
e arrepiantes histórias de lobisomens
e mulas-sem-cabeça no escuro
que a lâmpada apagou
como se fosse uma borracha
sobre um rascunho a lápis
(histórias que a ciência
compilou como lendas : estórias).

A infância é paraíso perdido
do qual fomos expulsos
ao desabrochar da sexualidade,
que alienou o amor
entre a sexualidade e o celibato.

Infância é orgasmo no corpo inteiro!!!...
- Felicidade de corpo e alma!!!...

Depois vem o primeiro movimento do réquiem
quando o orgasmo se concentra no sexo

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