domingo, 19 de fevereiro de 2012

FÉRTIL - verbete wikcionario wik dicionario verbete etimo etimologia verbete o lexicografia terminologia cientifica nomenclatura jargão jergão


Na matemática, o princípio de identidade impera na equação.Esse ato mental-matemático refoge á doutrina dual ou sistema binário que grassa no senso comum e se socorre do princípio da contradição, espelhado na doutrina do maniqueísmo, tese do senso comum que pervaga pelo o foro cientifico, porquanto é uma doutrina originária da religião, quando esta se torna grega e, consequentemente, filosófica, indo da onomástica pura e simples ao complexo jogo de xadrez dos conceitos e definições.
O princípio de identidade que prima na expressão em forma de equação, em linguagem matemática-algébrica, compara-iguala, põe a frase matemática gramatical que aponta o sujeito e o objeto em relação de igualdade presumida, conquanto, se o pensante se esquecer do princípio da identidade e buscar asilo no princípio da contradição, a operação lógica perde o foco da relação entre o subjetivo e o objetivo e descamba no que o senso comum tende a colocar como objetidade ou : que a equação é uma forma de lei ou hipótese natural ou para-natureza que iguala dois objetos. Isso é irreal, surreal ( de um surrealismo objetivado em pintores expoentes surrealistas, máxime em Salvador Dali, Joan Miró, Giorgio de Chirico e Marc Chagall ( wikiquote) ) , pois não se pode igualar jamais, no tempo, e no espaço geométrico interno e externo, ( artefatos abstratos que formam a mente humana são essa dupla geometria interna e exterior ou exteriorizada pelos sentidos. A geometria euclidiana é um artefato interno, que usa a "mão-mente" e externo, que usa a mão-olho-mente" pela extensão da textura do corpo : é a concepção do espaço no espaço externo e interno, que se subjetivam através da percepção do espaço em mutação ( não-genética, nem em memes ), mutação essa que compreendemos como tempo, temporalidade, que é, em última instância, um espaço incipiente aberto ), porquanto sem sujeito ou subjetividade não há objetos e objetos não se relacionam com subjetividade, ou seja, é o sujeito com mão, mente e olho ( e demais sentidos) que se relaciona com eles, os objetos. No máximo, os objetos cumprem funções, que observamos como matemáticas: função matemática ( a surrealidade da matemática, da ciência, enfim, e não apenas com uma das suas linguagens, contrasta com a realidade que pomos no objeto pensado e depois lançado nos espaços internos e externos, por via da geometria, que analisa e desenha esses espaços mútuos. Aliás, o princípio da identidade, posto pela ciência, é um princípio cuja função precípua é mutuar, um reciprocar rítmico entre o sujeito que cria a contradição com o objeto e, simultaneamente, põe no ser que põe no mundo lançado de si, o princípio da identidade, identificando-se com o objeto na relação que desperta o real e o surreal : um surrealismo doutrinário e sem Freud ).
Os princípios basilares da razão, os quais dão a inteligencia do mundo externo aos sentidos e do universo interno à razão, no homem, que assim começa por cindir o mundo, ao conceber o conhecimento-aporia do ser e do não-ser eleata e do ente originário do fenômeno, entabulam um diálogo peripatético, antitético ( dialético ), cínico, estóico, historial, enfim, entre o sujeito falante-pensante e o objeto mudo-e-quedo ( objeto que às vezes é inquietante, quando sujeito e objeto, a um só tempo, na relação de alteridade ).
Esse fértil e crescente dialogar e pervagar em advento ( adventício), pela "Mesopotâmia", é colocado de forma algo simplista e até simplória pelo maniqueísmo, que representa o senso comum quando absorvido apenas no sentido restrito de doutrina da e para a religião, numa escatologia de confronto entre o bem e o mal, sem a intervenção benfazeja de Platão na história filosofada em senso comum ; todavia, se a maniquéia ao menos simbolizar a peregrina necessidade do ser humano de entabular relação consigo e com os demais seres que recebe ou percebe como entes e emite ou lança ( objetos) como ser ( ou "coisa" abstrata-geométrica posicionada em terra ou em geo-posição, "geo-topologia", "geo-toponímica") através da linguagem, que constitui o objeto específico e formal da ciência, a qual é una, tal qual o ser do eleata ou da escola eleática de Parmênides de Eléia, Elea (wikiquote ), mas adstrita ao objeto-subjetivo, subjetivado, que cada linguagem modela com seu jargão específico, o que dá a ilusão de inúmeras ciências, conquanto na realidade são várias as linguagens contextuais que se amoldam ao objeto em sua circunscrição a debuxar uma geometria, cujo fito é achar caminho em espaço e tempo para nutrir o entendimento, esculpir a sensibilidade e a razão, que redesenha e redefine a sensação pelo ato subjetivo, que tem a tendência de se emancipar dos sentidos externos e criar os sentidos internos na geometria com seus teoremas, postulados e axiomas ( e corolários à Spinoza?) que estudam o espaço e o que há fora do espaço geométrico, que é o espanto do vazio, visão ou visualização do não-ser na não forma e não conteúdo, pois as figuras geométricas, que são ideias platônicas postas ( eis o ser!, num dos seus complexos momentos de simplificação ), ao menos preservam a forma na figura, no desenho conceptual da ideia ("eidos", "oidos" parece uma voz próxima a chamar a palavra ideia; mas apenas parece : pode não ser. Sem trocadilho ignóbil!).
Com efeito, há um conteúdo energético na forma da ideia : o pensar é uma atividade cerebral que demanda energia elétrica, dentre outras forças, energia essa que é um conteúdo ou tem conteúdo material, consoante se lê na equação de Einstein-Planck ( wikiquote), a qual exprime a equivalência de energia e matéria, que são periódicas ( momentâneas : momento atômico ou período de existencia do ser-ente atômico : o homem em partículas e subpartículas, menos que oum corpúsculo ou organela celular ), assim como os átomos existem em determinados momentos, ou seja, são periódicos e estão, por isso, na Tabela Periódica dos Elementos, do sábio Mendeleev-Mendeleiev ( wikiquote), que prova a existência objetiva do tempo, pôe o tempo, definitivamente, como objeto, e não apenas como uma leitura subjetiva da realidade fenomênica, consoante Kant ( wikiquote) e principalmente Shopenhaer ( wikiquote) , dois gigantes do pensamento e da filosofia. Senhores de muita razão, erudição e sabedoria vasta.
O espaço surreal ou surrealista tem raízes oníricas; aliás, o espaço concebido pelo ser humano é uma surrealidade, um dado que a cindir e marcar distância entre os mundos oníricos ( de dentro) e não-onírico ou de fora, com os quais construímos um centauro em talhado por doutrinas. A geometria euclidiana, que na expressão da equação, dá o corolário lógico para o princípio da identidade em desenho e postulada, e a doutrina maniqueísta, que enfatiza ou dá ênfase ao principio da contradição, e, por fim, a dialética que une o ser que repousa uno por esses princípios, comunica a ciência, dada como ser, em concomitância com a unidade.
( A geometria é um pensamento que o morto pode "continuar" pensando no túmulo
( pós-entropia ), uma vez que, insulada do cérebro, sem a energia elétrica ( eletromagnetismo ), que move o o pensamento, as ideias, que são figuradas na geometria euclidiana, continuam a existir ( a ter um tipo de "existência" não-existente, mas essencial, mas não, evidentemente, no mundo material-energético, porém sim em um universo-bolha-paralelo, "portal" para essências pensadas ao interlúdio do encéfalo. Imaginário?)).

sábado, 18 de fevereiro de 2012

HERMENÊUTICA - etimologia etimo wikcionario wik dicionario etimo etmologia terminologia glossario verbete lexicografia nomenclatura wikiquote


A hermenêutica da lei está "consignada" à vontade do legislador.Lê a lei é ler a vontade expressa do legislador. Ler a lei é ler leitura) ou reler ( releitura) a vontade de quem legisla, pois este ato, o ato de legislar, é um poder outorgado pelo povo, supostamente, "tecnicamente, não de fato, mas sim de direito, que é o que dá validade e legitimidade ao poder ( inenarrável!) de legislar, poder outorgado ao legislador pelos outorgantes ( povo-eleitor, quase polvo com milhões de braços, braçadeiras, a nadar de "braçadas" ou de bruços em algum decúbito n'água. Dorsal ou supina , quiçá ventral ou prona , lateral...: nomenclatura técnica que indica posições tecnicamente descritas no direito penal e na medicina legal, dentre outros ramos da ciência; não da ciência jurídica ou da ciência médica, mas da ciência, que é una e, consequentemente, une o direito à medicina, á filosofia, à matemática, enfim, unifica o corpo "científico" ou "corpus aristotelicus" num só corpo, à moda da citação de Cristo, - num só organismo lógico e vivo, cujo fruto é o ser e a fruta o ente, pensado como ser ( "logos-lógica" ) e pescado como ente, à mão que executa a arte da ciência, pois ciência sem arte ou fazer não é ciência realizada ou posta na realidade ou naturalidade
( em-natureza com beleza : o belo talha o homem, a mulher, pois é o ser humano que se descreve no que esculpe com hieróglifos genéticos-meméticos em "hieróglifos" e "demógrafos" políticos ou geopolíticos, estendido do indivíduo à "corpulência" ou "corpanzil"
social ), ciência alienada do ser que desce ao mundo que descreve ao ente que esculpe, pinta e borda da arte plástica ao cinema, tudo realização da ciência ao se alienar no mundo enquanto não mais pensar, excepto na filosofia que retoma o caminho dialéctico da "desalienação" ao pensar criticamente a alienação do pensamento ou ser do homem no ente feito ou "refeito" artisticamente, nas artes e inventos, pelo ser humano ).
Essa "vontade" legal, instituída, do fundo do indivíduo, dada a outro indivíduo "ungido" para isso com o voto ou ex-voto, ou o que seja, na simbologia comunitária, é hierarquizada politicamente, é óbvio ( tudo que concerne à sociedade, em sentido lato, é política, diz respeito ao étimo ( etimologia ) que designa o termo e o significado de "Pólis", voz grega para "significar" cidade, cujo vocábulo do étimo latino "civìtas", "átis", em baixa latinidade; em contexto grego histórico ( historial) e linguístico, filológico, filosófico, cientifico, enfim, que a ciência não é de hoje, conforme pensa o vulgo, em senso comum, mas sim já repousa na língua há milênios ( e age pela técnica há muito, desde os primitivos nas cavernas a produzir artefatos bélicos e/ou domésticos ) e está descrita no vetor de orientação bíblica ( Tanackh, tanach) e nos textos em sânscrito sagrado e profanos, se se considerar a epopéia de Gilgamesch texto profano, mundano e não sacro, assim como a qualquer texto "consagrado", mesmo de um poeta recente como Drummond ou Verlaine, dentre outros profanadores ou iconoclastas radicais, se se comparar com eles os "fundamentalistas" tradicionais, os conservadores empedernidos, os cães de guarda dos valores tradicionais, enfim, que são tão necessários quanto toda a iconoclastia bárbara dos iconoclastas mais ferrenhos, tenazes, ruidosos, filhos de vândalos ou que trazem no sangue aqueles bárbaros ou nos atos a sanha destrutiva daquele grupo étnico ).
A hierarquia, que é o esboço ou a planta do arquiteto que, no concreto ( em duplo ou quíntuplo, "óctoplo" sentido. Octofilo, octopétalo, octostilo, octopódio, octópode... ), vai se realizar sob os cálculos estruturais do engenheiro, cuja função é por o desenho geométrico ou formal do arquiteto em matéria ou conteúdo material, ou seja, concretizar o abstrato, no mundo das estruturas pensadas e realizadas tecnicamente, sob elucubrações técnicas-matemáticas e realização manual-tecnologia, com a mão e a mente e computadores pensando-calculando-
parametrizando em algoritmos a comandar os artefatos construídos pela tecnologia, que é a arte e ciência de pensar e fazer debaixo das equações; a hierarquia social, cujo símbolo arquetípico, quiçá universal, é a pirâmide, é a um tempo e no espaço físico ou não-físico, mas "metafísico" das figuras geométricas, que são ideias transcritas em formas "puras"( quem diz "água pura" olvida os sais minerais que se dissolvem neste soluto-solvente dito "universal" que é a água, e, destarte, abstrai o corpo concreto da água numa equação, ou numa poesia, num conceito ou palavra para "água" que afasta em si, em sua função circular-vocabular os sais minerais presentes na água, que não é somente o químico conceito-molecular de H2O ( uma molécula de hidrogênio para duas de oxigênio ), mas, na interação, algo que não cabe na palavra "água", que extravasa a concepção química; enfim, a água é um complexo aparentemente e realmente simples, na forma que o paradoxo toma na ciência. o paradoxo é o travo de um mundo à uma linguagem ou das várias linguagens e línguas em relação-função e tradução simultâneas e sucessivas e espaciais, quando se pensa na geometria quase afastada ou aparentemente livre do contorno do tempo nas figuras tracejadas à mão ou à mente, na "pureza" cândida da mente humana, desconsiderada as energias que as "sujam" na relação do cérebro-eletricidade-eletromagnetismo-química-cerebral orgânica e inorgânico..., enfim, o complexo do simples, que o pensamento isola ou abstrai ao constituir o ser em plano arquitetural ou em engenharia de ser e não-ser-sendo ou a vir-a-ser pela via do ser, que é : e é o verbo, desde o princípio, consoante se lê no Evangelho dito de dum João, que carrega a tradição de um nome de um profeta grande : o Batista que batiza e depois "anabatista" na instituição anabaptista ).
A hierarquia e a política ( o sagrado governo, ou "hierarquia", ou governo, comando de um sumo sacerdote, em escala humana, e arcangélica, no caso dos anjos, que são hiper-espécies "geométricas" na figura, mas sem o "geo" para terra, de homens, ou seja, anjo é o Adão sem terra, que pode ter alguma relação historial-antropológica-hierográfica-hieroglífica com o histórico-anedótico-lendário "João-sem-Terra" que, nada tem como os sem-terra em palco e ato das lulas no governo e, ao mesmo tempo tem, em algum contexto transcrito da história para o rito da peça presentemente representado pelo povo e pelos políticos : aqueles que hierarquicamente (de modo sacro, sacrossanto, sagrado, sem ironia, mas em contextualização global do termo ( terminologia ) para "pólis" grega que ganha outro vestuário e nova voz consoante as costureiras e alfaiates do tempo debruado historiograficamente e de fato, sem o "direito" ou "estado ou contexto de direito" ou pensamento jurídico, jurígeno, presente no pensamento que é também filosófico e psiquiátrico, enfim, holístico, nas relações que permeiam o direito e a filosofia, porquanto o que é de direito é de "filosofia", mas não é de fato, senão após a função técnica de por o ser no mundo, num parto de artefatos ) comandam seu estado, conforme quer o povo ou não, dependendo das necessidades dos indivíduos que entram na formação étnica-cultural do aglomerado espacial-temporal ( geográfico-geológico-"periódico", no sentido em que os átomos existem em corpo espacial e temporária na Tabela Periódica dos Elementos" do sábio russo Mendeleev-Mendeleiev ) daquela "massa" que costumamos denominar como povo ou grupo de indivíduos não elitizados, não como anão de cúpula, ou cortesão, mas na base da pirâmide do velho faraó, cujo anel tem o símbolo vital do escaravelho.
( O vocábulo "massa" tem um sentido contextualizado consoante a linguagem em que esteja inserido ou na qual se expressa ou exprime uma concepção de objeto ; guarda as sutilezas de cada linguagem em que se exprime e as respectivas experiências e interação de objeto-linguagem na relação da ciência : é uma na física, a mesma na na química, mas com a percepção da ciência naquela disciplina da razão em Mendeleiev-Mendeleev, outrossim no direito ( "massa falida") ou na ciência política, na gíria e mesmo enquanto entonada na forma de interjeição ou em locução interjetiva, porquanto a linguagem é o complexo que absorve ou abocanha o complexo com o máxima de simplicidade, clareza, precisão e concisão, princípios que orientam a escrita e o escriba, evidentemente, pois quem deseja ser lido tem que conglomerar em seus textos esses princípios originários da razão humana; aliás, todo princípio filosófico posto em num código linguístico ou de sinal é originário da razão humana ). A vontade do soberano ( político, sacerdote ou outro ) é "soberana", está acima da volição imaginária do estado, que é um ente abstracto realizado em instituição e por leis, posto pelo direito positivo, ou leis, pois estado não existe, não é fato real, mas apenas jurídico, não está na existência senão como metade ( meio centauro ), ou seja, de direito e não de fato, pois de fato e de ato ou atos vive ou existe o homem, enquanto indivíduo em vida ou na corrente da existencial. Existir de direito ou no direito não é existir de fato ou e natureza, senão quando haver o encontro ou intersecção da idealidade contida na hipótese de incidência do direito como o fato ou ato humano em natureza ou e realidade, algo dado no real como fato ou "história" de ato consumado ( pretérito, ainda que de um passado "quase" presente, à boca do presente e dos presentes que presenciaram o ser que passou, ocorreu e desapareceu ou reapareceu em signos-símbolos no ato registrado, descrito : ciência, arte : ciência-arte ou tecnologia, artefatos, mas não ser, que depende da presença do tempo, somente é "ser" no tempo em que se apresenta, não nos tempos verbais, que exprime essências ou pensamentos, ou memórias, ou imaginação, mas não presença em tempo que atua : quando o tempo é o ator em ato teatral-social ou natural).
O direito somente se torna positivo ( lei em sociedade ou cultura ) quando ocorre a subsunção da hipótese ao fato; então o direito se põe ( positivo) na existência como um ente abstracto-concreto através do efeito que o fato descrito em hipótese legal passa a ter. Esse encontro de direito ( hipótese de lei ) e fato é que põe ou aliena o direito, enquanto pensamento, hipótese humana, como tese ( ser, posição, no sentido que lhe confere o filósofo Kant ) no mundo dos fatos, na sociedade, enfim, e que constitui o "corpo " ( "aristotelicus") do estado ( de direito, como querem os nefelibatas ou jusfilósofos arrebatados do mundo e dos pecados do mundo, os quais sobrevivem sob a graça de vender livros e dar aulas românticas ou românicas, quando céticos-cínicos-epicuristas-eleatas...: o mundo não é deles, nem tampouco os pecados do mundo ou as utopias do falastrão, do histrião, do bufão...do parlapatão e do parlamentar, outra palavra com raiz para parlapatão).
O direito ( pensamento ontológico, locução tautológica ou radicada em "pleonasmo" grasso ) vem de duas vertentes : profana e sacra. Porém é originariamente concebido sob a forma sagrada, daí as expressões "hieroglifos", hierarquia e outros cognatos ou palavras cognatas. No Tanackh ( Tanach ) sua forma sagrada tem eco nas palavras de Jesus ( Jesus Cristo enquanto evangelho e não homem ou ser vivo, mas ente de pensamento e história ou mito, fábula, anedota, enfim, de ficção literária-científica-sacra ).
Na frase de Jesus em que consta a expressão, que evoca o "Tanackh": "...a lei e os profetas", ou seja, o "espírito", sopro, vitalidade, da lei, nos profetas, que sopram suas trombetas de vida ao respirar, ou seja, enquanto seres, ou entes naturais vivos, no tempo, atuantes , expressão que parece reportar ao conhecimento conceptual, imaginariamente, de um Tanackh concebido pro Jesus, conquanto a expressão ou palavra para designar o que denominamos como "Tanackh", seja, provavelmente, consoante os eruditos, de origem medieval, da qual Jesus não teria, obviamente, conhecimento, porquanto era palavra apta a nomear ou dar inteligencia a atos e, posteriormente, historialmente, fatos medievos, dos quais Jesus não poderia saber, exceto por meio de uma teologia imaginária ( ou real?) de onisciência de Jesus. Todavia, a citação da lei e dos profetas ( esquecendo os "escritos" ou os colocando com os profetas, que escreviam ou cuja vida fora descrita por escribas) já demonstra que o judeu, ao menos o Jesus evangélico, ou o escriba do texto evangélico a por a locução nominal-noumenal ( numenal) na boca de sua personagem fictícia
( o Jesus dos evangelhos canônicos; aqui há uma tautologia, pois toda personagem é fictícia, mesmo quando é personagem em sociedade ou rito social, mesmo porque a sociedade é um teatro ou o teatro de fato : ou o paradoxo do fato-fictício a aturdir a ciência arrepiada e perplexa nos homens que a pensam. A linguagem é uma circunferência que se fecha em tautologia. Hermetismo tautológico. O círculo é a forma conceptual da tautologia, ou redundância, figurada, ou em imagem do espaço limpo de matéria, que não seja o resto do lápis que desenha a forma ou ideia geométrica ou do pensamento que concebe o triângulo ou a circunferência com um resquício de energia elétrica nos neurônios, que os descreve e pensamento, sem desenhá-los, mas apenas ao imaginá-los ).
No grego, na graça ( e praça ou "Ágora" ) da "Pólis", onde se cria a política, inevitavelmente, necessariamente, devido ao conglomerado de interesses e necessidades oriundas da população, ou em função do aglomerado, e, notadamente no latim, com a cultura romana de império, ou empresa, empório, o direito se abre ao profano, na democracia grega e na república de Roma, pela via nada Ápia do cinismo, estoicismo e outros pré-cristianismos filosofantes, mais pensantes ou racionais que o cristianismo, que se radica em paixão fervorosa, fanatismo ou senso comum, na mistura das águas do riacho a transportar areia e sais nas águas em relação cósmica ou telúrica.( Seria o cristianismo um rito dionisíaco ao contrário, assim como Nietzsche foi um irracionalista cristão antípoda ou antitético?! ).
Sob a volição do legislador sobrevivemos em política, na "Pólis" ( dentre os muitos, inúmeros, a contar no censo ), "Pólis" política que já não é somente grega, mas gregária, após o creco-romano, "El Creco" e outras volições apanhadas em doutrinas. sob norma culta ou ignorada, subliminar e muitas observações em entrelinhas sobre o escopo ou desidério do direito ou a doutrina do ato e do fato, na fenomenologia nossa de todo dia, amassando o pão do padeiro no dente são e o filé "mignon" no dente podre, que o dentista ( odontólogo ) tratou sumariamente.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

LITERATURA - glossario wikcionario wik dicionario glossario medieval etimo etimologia verbete o lexicografia terminologia cientifica


Um amigo morto
é um "lugar" que se perdeu
e ficou sem tempo
no sapato preto
sem cadarço
sozinho no escuro
- perdido em um lugar perdido
na intersecção do tempo e espaço
sem intercessão de Jesus
a fazer a alegria dos homens
virar alegria em copo
no bar e em Bach
com bachianas à missa
campestre
Uma amada morta
está enterrada em todo poeta
no local do "lugar"
perdido para sempre
no oco do coração vazio
sem nervo vago
ou veia cava
ou cavilação
endrômina...
( O poeta é o jazigo da morta amada
branca de cal
mais alva que o alvor da alvorada
em seu esplendor e clarim tocada?! )

À amada morta
todas as poesias elegíacas
à moda-modo da cotovia
que pia
anunciando o dia
que espia do sol
como se fosse um anjo
de asas naturais
e olho a piscar
maliciosamente
Perder alguém a quem se ama
é perder um lugar no mundo
um espaço
u paço
um passo
um compasso
fora de si
fora do mundo
fora do universo
mas dentro de outro ser humano
que vivia-morava ao lado
no elo do paralelo alelo ao gene
que leva o amarelo
à lua
às voltas com as volutas de um frontão
Se a ausência do amigo
da amada
produzem tal celeuma em alma
e deixa o espaço com um buraco
no lugar do espaço antes ocupado pela geometria
contornando o conteúdo
do que era o corpo anatômico-fisiológico
dos desaparecidos
- espaço riscado outrossim no rascunho
do que ficou de alma ou espírito
que se evadiu
e do que restou
daqueles sólidos geométricos
apagados
desmanchados dos olhos
como se fora um borrão
ou uma mácula-nódoa....
( sólidos que posteriormente
seriam-serão líquidos em Platão
e Marx em evasivas rasteiras qual ervas daninhas
danosas nada
mas danadas sim! )

Se um amigo
deixa um vácuo enorme
um espaço desocupado
- um espaço-fantasma...:!
imagine então parentes afins
as esposas
colegas
irmãos
pai-mãe...!!!
- quando a dor é lancinante!
Quanto aos consanguíneos
nem imagine!
- nem imagine os filhos!
Os ascendentes inda vai
que vão primeiro para o vão escuro da morte
o espaço sem espaço para a eletricidade no corpo
que ilumina por dentro o sonho
- em mundo onírico com sol
e por fora com os olhos
a pescar o sol písceo
peixe que pisca-pisca
na estrela Aldebaran
em corno de lua falciforme
em Joan Miró pintada
nigérrima como a peste negra
a cavalgar sobre o pelo do cavalo baio do Apocalipse
com uma amazona à cavaleiro...:
à cavaleiro negro
cavaleiro branco
no xadrez do dia e noite
riscado do céu à terra
em preto e branco
no anum que voa
e solta seu grito roufenha
de "gralha!" velha
e agourenta megera!
( bruxa pronta para o martelo da inquisição espanhola
que cuidava da vassoura das bruxas
antes dela grassar pelo cacau... )
De qualquer forma
conquanto a morte seja o retorno ao escuro
sem vela padrão
no céu para se olhar cefeidas
o caminho escuro
já era trilhado no Egito antigo
e seu mapa jaz
no livro dos mortos
em signos e símbolos
capazes de guiar
o morto até um lugar
onde se imagina haver luz
embora isto seja apenas um sonho
de morto fechado em sarcófago
no lado escuro da lua em luar sem sonho
nem no palor que sobre da lividez cadavérica
( que devora o corpo
consoante a etimologia
quiçá ateste
nos radicais da palavra
para a tumba do faraó )

Não obstante a caridade quase cristã do livro dos Mortos
guia e cicerone de mortos
a portos seguros
na linha atrás do horizonte
onde deita o sol
num sono imaginado no Egito antigo
é melancólico e trágico
assistir à morte de irmãos em tenra idade
- porém Deus nos livre e guarde
do livro dos mortos
que nem é literatura
para os olhos inocentes e tenros dos descendentes!....:
ai! que esses últimos
meu Deus
não possam jamais
em vida de pais e avós
bisavós ou tataravós
se transformar em antepassados!
Que a dor venha antes e vigorosa
severa e letal como uma mamba negra
para matar os ascendentes
que fiquem na zona clara
onde cavam os vivos
seu espaço geométrico
por dentro e por fora
tipo tatus tatuando a terra
Que a mamba negra
mostre aos olhos dos macróbios
o caminho do escuro
na volta ao ventre materno da terra
- de Gaia!
a deusa Gaya

sábado, 11 de fevereiro de 2012

BIOGRAFIA DE PAUL VERLAINE - wikiquote vida obra poemas poesia do poeta simbolista frances literato filósofo pensador poetica literatura


Por aqui passou um Verlaine
ébrio
- ébrio contumaz
poeta vivo
na carne do verso
- a qual encarna carnação de árvore
no bosque
na alameda aleia renque
floresta negra-bétulas-araucária...
e outras espécies arbóreas da aurora dos tempos
( Tempo na barra da alva se doura
- "oura-ouro" na bateia (batéis! )..: filão )

Vi Verlaine
embriagado
consoante saiu do bar
- do bar dos bárbaros
que esquecem-se da vida
consumindo drogas :
álcool ( etanol )
absinto em cafés...
tabaco

- tabaco para tabagista
que daí se vai ao tabagismo
( e daí, diria meu progenitor
já bêbado de entornar o luar em lagar ao chão )
"iluminando" doutrina não-iluminista de médicos e charlatães de sucesso
fiéis ao consumismo
na barca social do inferno
com Caronte
caro Caronte
odiento-odioso-odiável barqueiro
barqueiro para o inferno
levando o cínico filósofo Menipo
personagem da Menipéia
ao Hades
assim como levou Orfeu
empós a amada morta...
( Ópio vem de papoula
- de ódio de papoula
para se defender
de predadores?!
ou o ódio advindo da papoula
ocasiona tamanha repulsa ao homem comum
que o vernáculo não registra
e consequentemente nem percebe
nenhum contexto para ódio
- para por na botânica
na fitologia-fitoterapia-fitogenia
ou na farmácia que esse ódio cozinha
quando é tóxico o caldo
e tece com dedos de avó
quando o período de tempo na tabela periódica de Mendeleev-Mendeleiv
dá como rescaldo manso o remédio
no balouço ao ritmo do tempo do "pharmacon" )


A cá passava-passará
com a passarada
em companhia a passo do passaredo em canto de aedo
- a cá passará um poeta Verlaine
um mendigo qualquer
errabundo pelos cantos imundos do mundo
- sórdido mundo
que se ri do cínico filósofo
contorcendo-se em dores de parto
( alegórico parturiente é o poeta-filósofo
sem filho da mãe
que se esqueça no boteco
em outro espaço para corpo genético
até que a vida passe
com seu cortejo de dores atrozes
e o poeta nem veja o barqueiro chegar
às margens do rio Lettes
para lhe tomar a vida
junto ao último gole
de rum ou cerveja
vinho aguardente de cana...:
O copo com a bebida alcoólica
é um rio lethes imenso-imerso
mais extenso que o Amazonas
( imergido em sangue
dentro do corpo fechado ao universo fora
- que passa fora
mas entra dentro do corpo
e devassa a alma )
ou é um rio não-letes
que passa rente ao Cairo
- e ao berço da noite
com estrela álacre-árabe
no céu para a ordem mendicante
dos são-franciscos das orlas do rio
capuchinhos pervagantes
outros devixes rodopiantes
- todos tontos filhos das ervas e das estrelas lácticas
da via láctea
com o laticínio extenso-plantado na planície-planalto do olhar manso
- em minueto de Mozart )

Por ali passou um Verlaine
lúcido Lúcifer
sem crenças no amor imaginário dos incautos
que não logram passar
intelectualmente
a quadra da infância
e destarte ficam com intelecção prejudicada
incapazes de "inteligir" o mundo
interagir com a realidade brutal
num mutismo social
que leva séculos em pó
sobre os escombros de Pompeia e Herculano
cobertas-sujas dos resíduos do Vesúvio enfurecido
pois convivemos num mundo social-linguístico-simbólico
de geografia esquecida na geopolítica
dos senhores do mundo humano
que põe a pensar cientista políticos
pensantes-remunerados pelo capital-não-de-Marx)
- sobrevivemos num mundo para tartamudo intelectual
o qual ensina gestos infindos
para se repetir à exaustão dos músculos
e das musas cuneiformes e belas
deitadas na cama da escrita
em relvado que fita o dossel
a caminho estonteante do céu
em azul espiral
espiralado nos movimentos das borboletas
e da garça alva que casualmete corta a nuvem branca
e nubla o céu anti-plúmbeo
- anti-chumbo que perdeu o latim
na voz do homem
mas não no tinir da matéria

Logo ali passará outro Verlaine
( em blau com a abóbada celeste )
a meio-caminho do fim
do homem
que vai pensar
no jazigo
pois quem pensa em vida
continua a pensar em morte
sem encéfalo-vísceras-medula-espinhal-raquidiano...
- um pensamento visceral sem energia
fundado na simbologia-desenhada nas figuras geométricas
que pensam por si
sós
assim como Verlaine ao túmulo
e Mendeleev-Mendeleiev
( Os impensantes
- os que não pensam
não pensam já em vida
- apenas penam a pena de viver
pensando ou não pensando
pondo ou não o ser no mundo
vivendo o amor
a paixão desvairada
ou tão-somente uma farsa com Rimbaud
- outro menino tumular
entre o conde Drácula
e o sangue febricitante
de quem vive
e vai falecer
no padecer do corpo
que é um morto-vivo
todo o tempo
até a decomposição final
após a modorrenta-lenta
decomposição do macróbio
que padece a morte em vida
paulatinamente
até se chegar ao fim do paul putrescente-putrescível
nada cível
misantropo
porque os homens são asquerosos
e as mulheres farsas de comediógrafos ligeiros-brejeiros
excepto se o amor
as apanhar de surpresa
assim como faz com um menino
- uma menina linda....
um poeta louco
um demónio erudito
um sábio distraído
um frade ou monge despojado
- um ser desarmado
sem arsenal atómico
- que o bélico funda a raiz no medo e no ódio
mas o belo planta botanicamente seu radical
na taquicardia
que desperta a bela adormecida adrenalina
o cortisol...
as deusas-deuses vegetais
- vigilantes e vegetativos
nos sistemas nervosos simpáticos-parassimpáticos-somáticos
em ação de aceltilcolina...
a irrigar o corpo anatômico-fisiológico
que o corpo do homem é uma guerra química
vencida a final pelo diabo
cm suas legiões de germes romanos
- bactérias romanas
nada romanescas )

Acolá vivia o poeta Verlaine
numa casa de louco
varrida pelo vento
e pelo tempo-anaeróbico e aeróbico
quando pousado no pó dos corpos
posto em anatomia-fisiologia
até a tanatologia
desconstruir o corpo mais belo
de uma mulher
com Rodin de escultor cruel
aprimorando rugas e rusgas severas

Em algum lugar da terra
( ou da Mancha?)
vivia um poeta Verlaine
de triste sina
curvado pelo peso da solidão
- cercado entre alcateias
preso entre leões
qual o profeta Daniel
na cova do leão
- que querem leões
para pluralizar o singular
- mas ainda vive!
ao menos aqui
dentro de mim
como um hospedeiro
que faz bramir o tempo
dentro de mim
que estou ainda com o corpo
boiando na água
sem afogar no rio
- São Francisco
verde-grande-Nilo-Tejo-Tâmisa-Reno-Danúbio-negro
ou numa ribeira
arroio
rocio
pio
de ave
pernalta
- quase nauta
na fonética
em pauta
musical
para valsa
com Chopin
Chaplin
flautim
spin...
Fim

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

HIPÓTESE - lexicografia wikcionario wik dicionario lexicografia verbete glossario etimo etimologia terminologia cientifica nomenclatura jargão jergão

A ciência não e exacta, mas a linguagem da ciência, na matemática, sim,
quando considerada sem a relação com o objecto natural, que não é o
mesmo objecto de linguagem. O objecto de linguagem da ciência diverge
do objecto externo à linguagem. A exactidão matemática somente é possível
no ambiente hermético de um sistema de linguagem matemática-algébrica
ou no campo conceitual.
Sem a relação com o exterior ( natureza ou realidade ) a matemática,
enquanto linguagem ou código, é exacta;todavia, quando se relaciona ou
se exterioriza no encontro com o objecto focado no exterior, não é exacta,
sofre ajustes das mutações objectivas em natureza viva, ambulante e
não-pensante. Sofre do mal do "impensar", ou seja, do pensar o nada
enquanto concepção óbvia do conhecimento e do desconhecimento.
Existem, na ciência, dois objectos : um intrínseco e outro extrínseco à
linguagem ou código de comunicação ( comunicação ao pensamento interno
e externo nos pensadores e nos pensamentos sem os pensadores, ou pensamentos sem pensantes, algo aparentemente inconcebível, algo assim como um continuar a pensar
após a morte, no jazigo, um pensamento no escuro e sem cérebro ativo : um pensar-penar
com um pensador morto ou sem nenhum pensador ; um pensar só, só-consigo o pensamento
ou : o pensamento pensando sem o pensador, a prescindir de pensador, dispensando-dispersando o filósofo e o sábio, acolhendo o morto. Um pensador sem o o pensador de Rodin a rondar ou a fazer a ronda, a circunvolução ao objecto dado ou não dado ).
Aliás, a ciência está toda na linguagem e não se dirige de fato aos
objectos externos ( fenoménicos, naturais, reais), mas somente atende
aos objectos internos, que já trazem sem si sua finalidade ou objectivo.
Não interage com objectos de fato, mas de direito. O direito mostra
esta faceta da ciência, porquanto o direito, que não é apenas mais uma ciência,
porém uma das muitas facetas da ciência na sua relação com objectos
internos e externos, separa fatos e atos quando nomeia ( nous) ou dá inteligência-noética,
que é um redundância ( mas vivemos de fazer redundâncias nos círculos, esferas,
circunferências, pondo-as em ser nas esferóides, ou ideias formais ( formas "geometrizadas"
esfera ou círculo ou circunferência, grosso modo ), quando distingue direito e fato, sendo o direito
ato mental, que dá no fato jurídico, desenhado em hipótese de incidência e o fato algo que decorre dos atos do homem ( originados no pensamento-sentimento ) ou da natureza e que estão fora do campo de abrangência do direito ( ou ato pensado hipoteticamente, antes de ocorrer a subsunção legal) e não são ato jurídicos ( do direito ) se não previsto em lei anterior ao ato,q ue se torna fato
na história ou narração.





terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

LEXICOGRAFIA - wikcionario wik dicionario lexicografia verbete glossario wikiquote jargão jergão nomenclatura binomial terminologia cientifica taxo


As ervas entre meus olhos
e o ar a separar
e aproximar
olhos e ervas...
- adicionado
a isto
o céu azul
em pedaços
parcos...
- a luz...
e tudo o mais
visível-invisível
entre olhos e ervas
que está no olhar
( tudo recolhido no olhar! )
dentro e fora
de mim que olho
e colho
a flor azul da erva verde
- limo
verde-limo
( laranja-lima )
lodo
verde-lodo
bacterial
e mais nuvens a matizar o anil
- Que anil!
( varonil?
pueril-sutil-til-vil-fabril-
capril-fuzil-febril-flébil-fértil-covil...-do-bagre-salmão-marlin-anchova-robalo...)


As ervas trepadas ao muro escuro
cuja vida
está
entre a água que as umedece
e o sol que as ilumina
e dá calor
- amperagem para corrente elétrica
e força química
- que faz a física encorporar...
( ervas daninhas
não deixam a terra maninha,
maninha! :
esta segunda em glossário para "maninha"
era um verbete
da lexicografia
que me evoca a imagem de barro
de um Paulo barbeiro
( Paul da Terra
- um certo Paulo Gaya!
- de tantas dores
- homem das dores
e dissabores!
- que assim sói ser o homem
sobre a carne viva
em chagas de Cristo...
ó nossa dor!
- senhora nossa!...:
de todos os homens vivos!
- que vida é dor
- demasiada dor
física
moral
social
sexual
letal e tal...:
fatal
- até a dor fatal
na derradeira batalha
sobre o Monte Armagedon
em Megido
com o cavalo baio
montado pelo cavaleiro amarelo
que ceifa a vida
- a semear a morte
a peste negra...
as sete pragas do Egito...
com Jezabel de amazona
sobre a égua a trotar célere )
Ah! Paulo Gaya!
que bebeu até morrer
- até a morte!
e também viveu ébrio
no meio do bar
descansando em sonhos
derreado por mar onírico
de bar-barco
à barcarola
que desce o rio
cantante
nos cabelos longos escachoantes da cachoeira
aos borbotões
- que tange o canto a noite inteira
abaixo do clangor dos galos
na rapsódia noturna ...)

A erva no cimo da sebe
com o fogo do sol
a envolver e cozer sua textura
umedecida com vida
- que é alma de água
( água é alma de vida
- vida de égua, girafa, elefante, gorila, flor-de-lis, lírio, ameixeira, cizânia, leão, tigre, pássaros e ornitólogos...
- ornitólogos e pássaros e mais : entomologistas, entomologia, ornitologista, ornitologia... )

E meu olhar a viajar
entre a erva e o ar
pelas ondas eletromagnéticas
da luz que treme
a tremelicar
no vaivém das ondas senoidais
que vão e vem em senóides-sereias
porque meu olhar
é o encontro da luz
com a substância no olho
que captura a luz
fotografa-a
retrata-a
no retrato a olho nu
desenhando pelo contorno do xadrez
- contornando a sombra e a luz
na viagem pela luz
entre o olho e a liana em sebe
Este tecido ou feixe de relações e funções
entre o céu em anil
a erva trepadeira ao calor do sol no zênite
e a luz que leva e traz ondas eletromagnéticas
entre a erva
o céu azul com nuvem branca
o ar que medeia os espaços
entre olho e erva
- este complexo é o meu olhar
em feitio de xadrez
pedrês-marimbondo...
com uma vespa
a voar nesse quadrante do universo
visto
olhado

O olhar é um viandante
com sua sombra e luz
em contorno
É uma peregrinação de elétrons
que faz o olhar
sustentar o anil do céu
no negro de fundo
- de um fundo à Caravaggio

O olhar é um molhar
de treva em luz
e vice-versa
no verso
anverso
e universo
com as rimas
primas
das primas-donas
do canto
mas não do encanto
do cantochão

domingo, 5 de fevereiro de 2012

MANCHEGO - glossario wikcionario wik dicionario glossario etimo etimologia verbete o lexicografia terminologia cientifica nomenclatura gentilico

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O mar azul
não azul
ser
não-ser
( azul-Monet )
O mar
cerúleo violinista ( catecolamina )
com violino celeste
com olhar a molhar de pássaro
e não de molho lacrimal
lacrimejante
em ultimato-azul...

O mar verde
não-verde ( verde de ver-de-jade-já )
de ser
e não-ser
verde-violinista
verde-violino
- um Stradivarius concebido ( com pecados! e pecadilhos )
por mãos-raízes de ervas daninhas

a não permitir a terra maninha
- minha terra sem sabiá
( sabe lá?!...)

O mar negro ( necromante mar!)
à noite com sinfonia de Joan Miró
em companhia de uns personagens rítmicos
algoritmos
mulheres à lua
entregues ao transe
do palor
- de um amargo amarelo
amaríssimo amarelo
alelo nos genes alelos
geminados e belos
nos olhos e madeixas de Nix
a deusa no escuro
- no mundo do qual viemos
e voltaremos
após breve interlúdio com Chopin
ao piano
em pianíssimo ( noturnos-em-turnos sem "rondó", valsa, mazurca, "polonaises" )
pio... ( em bitume nocturno...)
- pia a ave na nave da natividade
na abóboda da nave
onde se põe
os olhos em Maria Pia
à pia batismal
com olhos chorosos...
carregando a cruz da piedade
nos olhos que vão revirar
ou se virar para mirar a morte
que passa a galope no baio
que olhos vidrados
fitam silentes
selado o destino
(Ó Santa Maria!,
rogai...: Maria Rogai!...
nessa hora em que vai...
- o passamento!)


O mar grande
muita água
perdida-pendida em cor
é menor em dó
- em dó menor
que o coração
sob paixão incandescente...
nos olhos a pervagar
por um azul celestial
um verde herbáceo
um castanho de castanha de caju
- à caju e acaju
e um negro de apagar
o betume da noite
mesmo na lua de Joan Miró
- luar falciforme
à mão do ceifador
a mensurar a ceifa
e a colheita das primícias
ofertadas ao Senhor

Ah! os olhos vidrados no mar
ainda a amar o mar
- de mar a mar
porque mar é amar
amar até o mar com mancha
pelo Canal da Mancha
- manchego mar!
( mar-oceano
pacífico oceano
objeto de ocenógrafo-oceanólogo-logo-logo-no-"logos")