quarta-feira, 25 de maio de 2011

TOTEM E ETNIA DO MATO GROSSO PELO TUIUIÚ, JABURI, DE PAUL, PAUL MATOGROSSENSE


Tu, Tuiuiú que és,
- és objeto de olhos
( olho gordo
olho que tudo vê
olho com tampão de pirata...)
os quais te observam de todos os ângulos
de todos os seno e co-senos
falam de ti no balanço das ondas senoidais
que se balançam no ar
na dança da deusa eletromagnética
que se imagina no rádio e na televisão
e no micro-computador pela internet
banda larga asa larga em envergadura de tuiuiú

Tu, tuiuiú pousado
pescador à beira da loucura de paul
( paul de tuiuiú
ou tuiuiú de paul )
símbolo do estado do Mato Grosso
ave-símbolo do pantanal matogrossense...
( Mas o que é o Mato Grosso?
- O Mato Grosso é o homem
que cavou uma etnia topográfica
topológica toponímica
uma etnia telúrica
que veio da terra
e de outras plagas
até pousar ali no Mato Grosso
ao lado do jabiru
desbravando o território
conquistando a terra
constituindo o território
até que venha o estado de Direito
e tome por força irresístivel de lei
de todos os homens que ali estavam de posse do território
tudo o que o homem da terra conquistou por Direito
na guerra eterna do homem contra o homem
no velho dizer ou constatar de Hobbes no Leviatã
monstro eterno que dorme e acorda no homem
Há os homens que roubam ou furtam objetos, coisas...:
estes são os ladrões, os latrocidas....
e aqueles que roubam Direitos :
estes são os reis, os presidentes... )

Tu, tuiuiú és um ser
construído pelo homem de estudo
ou homem de ciência
para objeto de estudo
e vários são estes objetos que és
aos quais o homem te impõe o ser
que é uma posição no conceito
em língua geométrica que te desenha
pela mão dos Rugendas e outros mestres assim artistas
e pelas concepções dos filósofos e cientistas
Assim és objeto de zoologia
de ornitologia, com o ser para ave : "Ave Maria!" ),
de fisiologia e anatomia
até de etnografia e etnologia
quando invades a cultura do homem
( entrarias como totem, se fosse o caso
ou brasão no caso dos reis
dos quais os estados de "Direito" usurparam o trono e a coroa
e consequentemente o brasão de armas
Nos estados de Direito o direito pereceu
ou ficou sendo propriedades de alguns
que tomaram posse do estado
pelo voto popular
ou sufrágio universal
pois dessas frases bonitas vivem os arrivistas
Estas frases os sustentam no poder perpétuo
"lulificado" no Brasil por Lula
- Lula da Silva que não saiu da selva
ou do alcance territorial do silvo da víbora
- a víbora bufadora
ou a víbora do Gabão
que o que é por lá é por aqui )

Tu Tuiuiú sobre tudo voas (sobretudo!)
com tuas loas
à toa e à tona
e sobretudo acima da boa lâmina d'água da lagoa
( lagoa não magoa )
onde se planta a cana do bambu
por si própria plantada
quando no labor de lançar a semente ao vento ativo
juntando o esforço vegetativo ao eólico
a mover o moinho de vento que invento no vento
saindo dos foles e pistões
que tocam com os dedos
todos os ruídos e músicas
no martelo e bigorna dançantes
- dança com ossos ouvintes!
(Tu tuiuiú és água
- água de corredeira....
tu, tuiuiú...não és mágoa )

Tu tuiuiú vais
aonde a canoa desliza sua loa
a loa da canoa em Samoa
Vá passar em vôo raso à lâmina d'água
por onde se esconde a boa cobra constritora! Vá!
- Vá aonde fica emboscada a boa ou jibóia ("Boa constrictor" )
que no idioma tupi bóia sub-laminar
com nome de sucuri-amarela ( "Eunectes notaeus")
- sucuri do paul mato grossense
( Sucuri é vocábulo tupi
cuspido pela língua tupi
- idioma que a língua sensível da serpente saboreia com enzima
co-enzima
porquanto a língua da serpente
é um instrumento preciso de caça e pesca
e captação do mundo circundante
dentro da circunferência ou círculo ou incidência de sabedoria da cobra
que não sabe a sal
senão ao sal que prova nas presas
- nas vítimas agonizantes
no amplexo para outro tipo de sexo
- para o tipo de sexo que alimenta o sexo e a prole
e nutre os genes da serpente )

Tu tuiuiú és já jaburu ou jabiru
consoante a enzima na língua tupi
seja para te provar o sabor
ou temperar o pensamento com o vocábulo
que diz do tupi linguístico
mas não filológico
porque não tem tupi escrito
não há tupi em história
senão conto oral
lenda de boca em boca
que povos de lenda não são povos de mitos
são povos sem poesia escrita
sem histórias de histórias
dissertações doutas
pensamento e literatura erudita
cultura erudita
de gregos e latinos
senhores do mundo sábio
e do mundo do conhecimento
que ainda lhes pagam tributos de senhorio
( o latim frio e científico de Lineu
nem sempre diz do bicho
senão o que descreve o zoólogo
fundado em corpo anatômico
e a dança que este corpo pratica ao viver
mas não tem a enzima na língua morta
para dizer da vida do jaburu
como o diz o aborígine
que convive com o tuiuiú
no brejo fumegante
se há queimada ou coivara
e corre a capivara
de fogo que não é fogo-fátuo)

Tu tuim túrgido tuiuiú
tuim-de-papo-vermelho
Tu tuim tuim-de-papo-vermelho tuiuiú
urubu quase-quase urubu mas não urutu tu serias
tu, tuiuiú já jabiru já jaburu
já a jato sem jato
pelo mato grosso
que enche o papo vermelho
de frugal alimento da mata
do mato grosso
Quem sabe quiçá Goiás?
Tu tuim tuiuiú és pantanal
és ave de paul
palustre pernalta
ave de água
aquática e aquífero ser
em todas as águas e asas sobre águas rasas
Plantado estás na raiz quádrupla ou cúbica dessas águas quedas e mudas
( águas de paul que podem ser até mefíticas)
em consequência do miasma )
na radicação sob a radiação solar
em radical raio aberto nas águas que movem as asas
em "pi" radiano
- águas que fazem viver o animal com motor nas asas
moto contínuo
até a energia sair da quadratura do círculo

Tu tuiuiú já jabiru e tuim
tuim que és de papo vermelho
cuja cabeça-seca chama o "Jabiru mycteria"
( o latim não tem miséria
tem "miseria" que é etimologia
palavra ou voz de onde vem a miséria
evidentemente em conceito fonado e grafado )
Jabiru ou jaburu é outro nome tuiuiú
do jabiru em latim
e não mais no tupi cuspido escarrado inculto
longe da escarradeira ( antigo objeto ou artefato de luxo
- luxo de antanho no lixo de Santo Antão
a um quadro Dali )

Tu tuiuiú, ave ciconiforme,
cujo bico é o "cico" que muda de forma
conforme o "grude " ou hábitos alimentares
ou o olho de pirata piscando no leitor
na língua que fala
no idioma que canta a pernalta
mas não a descreve graficamente
nem em signos linguísticos ou geométricos
com os símbolos a ferir os significados
ou acrescer acepções
No latim científico
há a leitura e escrita do tuiuiú
então com a denominação "Jabiru mycteria"
sendo a família dessas aves oriunda das águas dos "Ciconiidae"
família "Ciconiidae"
pingando dois "is"
no corpo anatômico do vocábulo
que então pode voar fisiológico aos olhos dos ornitólogos
e na concepção de qualquer língua vernacular
que poderá dizer da ave em sua lógica sintática
depois de passar pelo latim nada vulgar
eivado de declinações que foram declinando na voz do povo
e no furo do ovo
por não mais exprimirem o que é necessário
e não as filigranas de ourivesaria e ourives
que ficaram no museu atuante do Direito
cujo mister é viver sob o antigo
( Vida jurídica é vida antiga
- o Direito é um antiquário
uma casa de sebo
uma loja de vender objetos e concepções caducas
- há muito decadentes
Os dentes de Tiradentes
estão ali expostos
ou sua dentadura
junto à cabeça de lampião, o cangaceiro célebre :
o herói das sagas no sertão
reencarnado em signos e símbolos por Guimarães Rosa
o poeta épico do Brasil
Trágico complexo em Diadorim! )

( Os pingos dos "ii" no latim
designam geralmente o nome de família "animalia" nos "iis" pingados
quando Deus levou Lineu a nomeá-los em língua de legião romana
dos anjos soldados que criaram a maior empresa do planeta
- a empresa que é o Império de Roma a Loma Linda
de Albalonga na Itália a Loma Linda na Califórnia
caminha o empório-império de Roma
que fundou a empresa e empório do soldado
que fez e faz e desmancha impérios de soldados )

Tuiuiú pernalta de pescoço nu
preto no anu-preto
( que negro e roufenho é o canto em cor do anu-preto
canto incolor
desta minha ave-símbolo
- ave símbolo de mim
ou longe de mim! )
Jabiru de papo nu vermelho
( tuiuiú por que tuiuiú? )
Brancas plumas que carregam a alva
e pretas pernas pernaltas que ilustram a noite
nas madeixas negras a cintilar na cabeça da morena Berenice
na Cabeleira da Berenice
( Morena para adjetivar a mulher e tecer jargão na geologia
na terra e na água que engrossa o mato
onde o mato é Mato Grosso
na voz grossa do homem telúrico
- de voz grossa e coração puro como as águas livres
as águas eremitas que correm longe dos homens
- dos homens sem inteligência poética
sem Manuel Bandeira
ou Manoel de Barros

Tu, tuiuiú, saiba; aliás, não saberás que :
o ornitólogo te olha
o poeta te ama
o zoólogo estuda-te e se esquece enquanto animal ( "animalia!")
o taxionomista te classifica
o filósofo te pensa
põe a "tese" do ser em ti
faz-te ontologia
o latinista te viu
porquanto há talhado em conceito o nome "jabiru"
que pode ser provado num latim
não sei se pós-Roma
ou de que macarrão italiano
se pagão ou cristão
mas há que há um jaburu descrito no latim
que viajou mundo com suas legiões romanas em sintaxe
sempre a guerrear e espargir as cinzas da semiologia
pelas diversas culturas autóctones
por onde passou a cultura de Roma no latim
que depois levou a Bíblia na vulgata

Tu tuiuiú tuim "jabiru mycteria"
filho de três línguas
dois vernáculos
és ave de longo bico preto
ave que abre a envergadura nas asas dos olhos
que olham a ti tuiuiú
- és um "tu" volante
"jabiru mycteria" de beleza exuberante
conquanto a palavra jaburu diga do feio e desajeitado ser
és uma iluminura tipo as medievais
para os olhos e a mão do artista contemplativo
na beleza do poeta que voa em ti tuiuiú
e cujo vôo abre os olhos para a alva grafada nas penas
e a noite de anum pernalta nas pernas
que plantam a raiz quádrupla em terra
e na água que move os motores da vida
por dentro e por fora das aves
que então voam e navegam naves
( Aves são naves suaves
e naves são : "ave Suástica!"
- um tipo de cumprimento febricitante
para soldados em guerra )

Ui! tuiuiú
tu que és o tu
o tu meu
- o meu "alter ego" ou eu nas águas
com asas e rêmiges
sobre as águas em que nado imagino que nadas também
( não sei se nada o jaburu
pois sei de raso o jabiru
apenas que em corpo e penas é tuiuiú
- tuiuiú que dá o tom do tu discursivo
e faz ouvir a toada das águas
quando há toada das águas em torrente quente espumante
soantes sonantes e consoantes
ou o silêncio de selênio dos pauis
- do paul da garça
e assustadiça saracura do brejo
que se sacode magra
e com as penas longas e finas
a pisotear e molhar brejo
nas almas do caboclos )

Tu que és o tu do tuiuiú
és a vida em água e terra em mim e ti
- tu e eu tuiuiú somos
voamos amamos e vivemos
por mim e por ti
através da ponte interativa do tu e do eu
no tu do tuiuiú e eu meu
que ego sou ou ego carrego
como um corcunda de Notre-Dame às costas
( o ego pesa e essa gravidade faz a corcova
que não é a do dromedário
nem tampouco do indivíduo em idade provecta
- o macróbio ou Ancião dos Dias )
És enfim todos os tu fora da geometria que desenha o tuiuiú
em outro ser de terra e água
outro ego em Adão contra o qual faço guerra por terra e água
e em Eva que amo para tirar terra e água do ventre dela
na girândola dos demônios Íncubos e Súcubos
que amam e batalham nos homens
sempre plantados na terra da guerra declarada a Adão
pelo amor devotado à Eva
e mormente a Lilith
senhora dos desejos carnais
- senhora dos carnavais
desde antiguidade pagã
arfar com afã
no interlúdio sexual
único interlúdio prazeroso da vida
que se torna doloroso
ao nascer o rebento
que sempre é Cristo
e sempre será crucificado
pela via "crucis" que a vida põe até na mais humilde crucífera
que tange o chão
beijando o rés-do-chão
a fonte da erva daninha ou bonina
verdura ou fruta ao rás do chão
melancia sem correspondente enzima no corpo humano
mas eivada ou grávida de melanina
( ou o nome não foi posto "em tese" pela melanina
substância spinozista que dá a cor à polpa da melancia
fruta fresca esparramada languidamente pelo chão do sertão
tão procurado pelo luar dos poetas?! )

Tuiuiú, tuiuiú
tu és água
e desta água farei meu poema!
Tu, tuiuiú, és água
e sobre esta água erguerei uma poesia aquática!
uma ave pernalta e um paul por baixo do vôo
pois água é alma
alma é vida
que se bifurca no latim cristão e pagão
em alma do outro mundo
e alma presente neste mundo
- que é a água
a alma presente no mundo atual
no mundo que atua junto ao homem então vivo
então transbordante de água
por dentro e por fora
no suor e no sangue!
... e o tuiuiú que voa
voa em água benta
pela igreja da natureza
- é a água que o faz voar
e me faz viver
- é a alma do latim que anima
"anima" muito o animal
que pode ser inseto no latim
Amém

terça-feira, 24 de maio de 2011

JACARÉ AÇU , O VIOLINISTA VERDE DE CHAGAL NO PANTANAL, PAUL

Jacaré é água
- água de paul
sob céu azul

Céu azul é
vôo de arara azul
outro violinista azul
violinista de paul
outrossim

Ao sul
o jacaré açu
açula os cães
a morder o Cão Maior
e o Cão Menor
que caça estrelas consteladas

Jacaré verde
sinuoso como a água
que lhe corre dentro
e por onde nada fora
insinuando-se no tupi
língua mãe das águas
barriga d'água
sem mágoa
na lagoa
onde soa a loa à toa
feito uma andorinha de Manuel Bandeira
( ou de João-de-Barros seria a andorinha
pardacenta na tarde parda que tarda!
com cinzas no tempo
voando em outra andorinha
- já cinza, cinzenta, acinzentada andorinha!...
minha andorinha que não aninha
sozinha vista no céu de plúmbea pomba
em solitude no vôo...
e pomba cinza em solitude é sempre cinzas na cabeça
solidéu e solidão de monge em penitência...
"ora pro nobis" " Opus Dei..."
monges que somos todos
ainda sem querer
sem nenhuma vontade!...
mas toda vocação
que é vocação para o homem
ser e ser só no mundo
existir na solidão
sem nunca se contentar com a existência
nem com a solidão angustiante
que faz o mundo sempre apertado
mesmo nas gargantas dos Grandes Cânions! )

Jacaré é
água de goiabeira
da mesma beira de água da goiabeira
sem eira nem beira
Da mesma água
do verde ali
verde buriti
com pé calcado ao chão
em raiz quadrada de goiabeira verdejante
com a água rasa que rega a goiabeira
por dentro do que é goiabeira
em insinuante corpo com nuances insólitas
( nu corpo nu
nua lua
plenilúnio
de amarelos olhos
acima do verde...:
que desce no jacaré açu!
abaixo do azul
acima do verde em erva daninha
em companhia de joaninha...
Na asa a azinhaga
curva um ínvio caminho
no ramo com espinho
e flor branca à capela )

O jacaré é o que é a água
A água é o que é o jacaré
bicho de água
água-bicho-água
bisado batizado n'água
pelo batista João
de barro a barros e a barcos
com velas de veleiro às costas
de costa a costa
tal qual na alegoria de Salvador Dali
de mar abertas as velas do brigue
a convite de piratas e corsários
bucaneiros e flibusteiros
livres bandeiras negras
a assaltar no Caribe
juntando caveira e ossos
onde bebe a morte na taberna
quando em companhia do marujo na taberna
ébrios companheiros
bêbado casal
( Quem seriam os maiores e piores piratas?
Os piratas a albaroar navios
ou os corsários bucaneiros e flibusteiros vestidos de reis
adornados com títulos pomposos de imperadores
ou presidentes de repúblicas
a roubar usando a sanção da lei
a violência ou violação irresístivel da lei
- que é a violência da lei
a pior e mais cruel violência contra outro ser humano!
A violência da lei é pior que o crime mais bárbaro
e mais cruel ainda!
porquanto toda a violência da lei
repousa ou age na sansão
sob o eufemismo sanção
e tem o apoio da multidão bestial
a canalha ingênua
os mesmos que aplaudiram Nero
e condenaram Jesus Cristo ao calvário?!
Tem Sansão personagem mítica-bíblica
e sanção : personagem de lei ou carrasco
verdugo algoz
- A lei é mais algoz que albatroz
e o Direito uma vara torta
reta curva (parábola narrada por Cristo e desenhado por Descartes )
que é segmento de reta em Euclides grego
e se curva ao rei e à gravidade em Einstein
se se por tudo na ilha de Lesbos
ou em boa loa em Samoa )

Jacaré é água
e água é jacaré
um por fora outro por dentro
formando um corpo
com dois corpos
pois é assim que toma forma material e energética a existência
com a tensão na dicotomia dos corpos
que se polarizam na existência
e se unificam na essência
a caminho do ser
a remo do barco do homem
com âncora no invento
do engenho
que Salvador Dali
põe às costas do homem
na sua alegoria na costa do mar
com o náufrago com os pés na areia
ou o homem-veleiro pisando terra firme
depois de tanta água mole!
depois de tanto chapinhar na água
caminhar a modo do lagarto jesus-cristo
e depois entrar pelo vão da aurora de porta aberta
areia aberta aos pés descalços de carmelitas e franciscanos
e dormir feto no ventre de Robinson Crusoé
( Que é jacaré?!..)

Jacaré é água que água bicho d'água
- jacaré é água
que desagua na boca de índio
mar de idiomas e enzimas
indígena aborígine autóctone
( jacaré é água
não jaca
mas parte de jaca
na voz e natureza líquida
liquefeita feita
em língua tupi
na enzima da língua tupi
que há de deglutir o jacaré
outro animal canibal
que dá a natureza vegetal
para o jacaré viver
porquanto viver é vegetar
existir em planta
O homem existe também em planta rabiscada
em signos linguísticos e geométricos
e os respectivos símbolos
que dão significado á história
que sempre é história da ontologia
e não da humanidade
nem tampouco da filosofia
que filosofia nada é
senão uma palavra para o gosto e o arroto
além do bocejo e o bosquejo )

A água tem corpo dentro
e corpo fora do corpo do jacaré
corre com seu corpo aquático do chão ao céu
do jacaré à jaca
( O homem se estende
do jacaré à jaca
este é o território onde pisa
e domina quando dominante besta
- dominante e indomável fera
O mapa territorial do homem
se espicha por terras e terras
latifúndios minifúndios sem fundo
perdidos até ao infinito matemático
do matemático que sonha numéricamente )
Outrossim a água que é o jacaré e a jaca concomitantemente
se enterra sob areias
ou "vive" vida aquática sob rochas
sob arbustos e libélulas lépidas
lepidópteros e coleópteros
dentro do coleóptero vagalume
que risca a noite de luz
pirilampa seu relâmpago
o pirilampo e seu lampejo

Água no leito
se deita sob lençóis freáticos
ou sobre nuvens ao plúmbeo
- plúmbeo de cor de pomba
voando no cinza
que esparge no caminho de vôo lépido
simples voar de pomba
( Simples é a vida
o homem é que quer salvar com remédios e doutrinas de ser
que abrigam seus conceitos de essência ou ser
e sua concomitante não aceitação da existência
tal qual é a existência
e não o que ele quer fazer da existência
com o invento do ser no discurso tenso
- quer salvar o que não tem mais salvação
- o corpo que já é alimento a caminho
a meio caminho
para o rito da morte
que o homem já põe no templo do apocalipse
para evadir-se da realidade
que não usa paliativos como remédios
não tem farmácia para remendos de estropiados
mas farmácia para vida e morte
na picadura da serpente peçonhenta
e no que de tóxico carrega as folhas dos vegetais /
- todos cavaleiros da vida e da morte /
cavaleiro negro e amazona branca /
branca amazona a cavalo ) /

Jacaré é réptil da ordem Crocodylia
da família dos aligatores
família Alligatoridae
uma das três em que foi dividida a ordem desses repteis :
Gavialidae Alligatoridae e família Crocodylidae
nas quais estão em corpo anatômico-científico
os gaviais aligátores e crocodilos
todos animais aquáticos
animais-água na poesia
que dá sombra às catedrais de seus corpos
templos da água benta pelo profeta canonizado São João Batista
o senhor das águas
depois do rei das águas
que está na dinastia do jacaré
e que também é denominado Moisés
no santo livro da genética escrito na fórmula química das águas
- das águas que agem ( pensam) na fórmula
que as águas formularam na lâmina da álgebra

O jacaré é o rei das águas dos pântanos
rei do paul
onde o mato engrossa e dá nome ao Estado do Mato Grosso
O estado do mato Grosso é uma nação originária das ervas daninhas e boninas
que arrastam a palmilha pelos chãos infindos para a liberdade das ervas
( as ervas riem de tudo em nós homens
porque ervas são filósofas cínicas
e homens tolos bufões de ópera
ridículas criaturas
polichinelos na comédia da arte italiana
que é a comédia do mundo
tal qual Dante a lia
na liana que escreveu e descreveu em poemas longos
cantos que chegam ao inferno )

O estado de ervas do Mato Grosso
essa nação das ervas filósofas cínicas
povo de gente simples e austera
filho herbáceo do rio Araguaia
que zagaia as onças pretas que erram pelo mato grosso
que lhes cobre com flora divina coroada pela orquídea brasileira
a qual abrasa os olhos em brasa estupafaciente
acesa na camuflagem da fauna bravia
chamativa de abelhas em enxame de uvas sem passas
na loucura de sonho sem lógica da natureza vista em mata fechada
- ouvida cheirada tateada no silêncio de vidro quebrado pela ave canora
ou pelo grilo que sai da sotaina negra da noite dominicana
( a noite é um frade negro da Inquisição eterna
- a Inquisição que não sai do medo que temos dela ainda em voga nos
ramais dos tribunais e seus anais
onde o grilo canta "grillus" em latim jurídico
este insecto ortóptero da família griyllidae Ordem Orthoptera
sendo que no latim
o vocábulo inseto é, jocosamente" :
"animalis insectus" para signficar "animais que não tem partes"
ou ainda "animais sem secções"
não segmentados ou seccionados
pois essa a visão dos"donos" do latim )

O jacaré fugiu do Plioceno era mesozóica na Europa
para o sul de azul à flor do céu
e evoluiu na práxis à Darwin além da espécie
no gênero Alligator, na América do Norte,
onde prospera também o gênero Crocodylos
na língua do latim e na física e química do norte
com seu corpo herbáceo por baixo
e o corpo eletromagnético por cima
e pelos quatro lados do quadrado
na quadrática raiz das ervas de raiz quadrada no solo

O jacaré põe seu ovo e seu sol
ao oeste onde o mato é grosso
naquele nicho de erva que denomina o Mato Grosso
que foi tratado nas Tordesilhas
sem a anuência do jacaré
ao acaso das ondas senoidais que narram fatos na lâmina d'água
ou ao ocaso do sol

O ovo do jacaré no ocaso do anil
em levante de anum
de algum anum
ou nenhum anum
ou todo anum
na barra da alva com flor de laranjeira à beira da ribeira
e na noite que na nata dorme em tom de anum
no escuro do sonho do anum
um negro sonhar
( a noite é um anum
num bando de anum
ou num anum só
em solitude negra
com lua negra falciforme
pintada por Joan Miró
com personagens dramáticas na noite
- da noite enamorada
nonada nata inata )

Lá na terra e água do jacaré açu
não canta o sabiá
na palma da palmeira que baila no vento de moinho de vento
girando na roda de Van Gogh vivo
Dentro do mato grosso não canta o sabiá
sabe se lá porque o lá sem bemol da flora
não canta lá onde o mato é grosso
mas não é grou
mesmo porque por lá não voa grou
mas sim tuiuiú
jaburu jabiru
Vá saber lá o porquê
se algum sabiá há lá
no lá lá lá do pássaro que canta lá
canoro canora ave
a encher o vento com canto
( Sabe se lá se há lá algum sabiá; há?! )

Lá o lá sustenido que canta na mata cerrada
canta canta em Vanessa da Mata!
- a raiz quádrupla do canto primordial da mata dos Xavantes
e das ervas que se despejam por baixo das matas
com suas cabeças herbáceas tocando o levante na flor
que risca o céu no azul de baixo
e o verde violinista verde das ervas
que sobe à sublimidade além céus
pela escada de Jacó da mata verde
uma cabeleira vegetal de Berenice no solo
cabeleira verde
de violinista verde
grave na toada lenta do violoncelo
com ocelo de inseto
para ferreiro com martelo e bigorna
na oitiva do grave
som que se arrasta

O jacaré é o existencialismo ateu posto n'água
corpo a corpo de água
por dentro dos canais do jacaré
e também pelos leitos dos igarapés das matas
dos rios que fluem entre e sobre terras batizadas
e prontas para fazer todo o Adão
que é um ser do homem
uma concepção meramente humana
sem vínculo material com a realidade ou natureza
conceito esse que vai da planta
nada no jacaré
e anda ereto no homem
corpo a corpo
anatomia a anatomia
fisiologia a fisiologia
consoante engendra a natureza
- essa flor grega no nome para natureza
e tupi na denominação para jacaré

A vida é um jacaré
e procura caminho
por dentro e por fora
na conservação do corpo interior
e da relação com o corpo exterior
espelhado pelo sol nas águas
Não busca remédios
busca reprodução
ou usa a farmácia na peçonha da víbora
ou nos venenos nos vegetais
que equilibram a matéria e energia
ou mata o bicho
para alimento de predadores ou vermes
- Na dança dos vermes
a dança da morte !
e também da vida!
( Ora-pro-nobis ó "Pereskia aculeata"! )

Água é vida
- vida é existência
(realidade, natureza a por flor e esgalhos tortos por luz
na busca do mel contido na luz do sol )
mas o homem se aliena em filósofo
teólogo ou místico sufi
e faz da existência uma essência (inexistencialismo cético )
coisa sua ou "causa sui"
- coisa que a vida não é
pois a vida nem é coisa
mas função de ato com água
- e água é jacaré
que é água
que é vida ...
- simples assim
como as pombas são assim
pombas enfim
- Fim

domingo, 22 de maio de 2011

FILOSOFIA DE GUSTAVO BUENO, ANIMAL DIVINO, KANT, MARX, KLEE, MAQUIAVEL, MARX...

O conhecimento vem da filosofia, não da ciência, que é saber e não
conhecer. Saber é provar, o saber ou sabedoria constituiu prova ou
provas no mundo empírico, mundo passo pelos sentidos, fenomênico ; já
o ato de conhecer, o ato de conhecimento, só usa o saber na hora da
prova, no
momento-prova, insta pela prova, mas prescinde dela, porquanto o
conhecimento está prenhe no discurso, nas palavras, conceitos,
axiomas, princípio da razão suficiente, etc. É, enfim, o conhecimento
humano, um universo de palavras, de signos e símbolos, frases,
equações, um universo erudito, concernente ao social e, evidentemente,
ao cultural. Os animais sabem mais que os homens, tem uma
inteligência voltada integralmente para o saber, a sabedoria do mundo
: inteligência para a terra, inteligência Gaia, Gaia ciência, diria
Nietzsche.
O doutor é o douto em filosofia; e são poucos: Aristóteles, Kant,
Espinoza, Shopenhauer... que defendem ( ainda!) uma posição ( tese)
originária. Defenderem um ser originário, pois a tese é a posição no
mundo (no topos ou lugar onde se finca o ser ou posição. uma espécie
de território inteligente, da inteligência).
A tese ou posição ou o ser que o homem enquanto filósofo constrói ou
põe no mundo ( tese, por no lugar, topos, topologia, toponímia). A
maioria é doutor
simbólico, tem o título, mas não é douto, mas apenas um papagaio a
repetir o que colocou ( pôs o ser, a tese, a posição única, originária
em si) o douto ( filósofo) no mundo.Ser douto é um fato resultando de
inúmeros atos individuais, do somatório final desses atos. Não há
outro douto que não seja o filósofo ; há um sábio natural, que é uma
espécie de "douto" natural e cultural, que é o poeta, uma espécie
vegetal ou vegetativa do filósofo; o poeta é um ser de saber e
conhecer em mixórdia, o iniciador do discurso e da filosofia sob as
fomas da mitologia e religião, que é o mesmo, a lenda, a fábula, a
sátira, enfim, um filósofo poeta ou um filósofo artista.
Todos sabem, mas poucos conhecem ou descobrem o conhecimento ou sequer
"sabem" o que é o conhecimento que, quando aplicado pelas técnicas, se
mescla ao saber, ato humano e animal, ato centauro, ato de centauro ou
assim bem simbolizado, alegorizado, fabulado, mitologizado. O
conhecimento é apanágio o homem; o animal possui o saber, usufrui da
sabedoria do mundo; aliás, essa inteligência animal é superior, nos
sentidos, que é a do homem, cujos sentidos forma mitigados no ato de
construir o conhecimento, que é metafísico, anterior á própria
ciência, é filosofia, em seus vários esgalhos como a ontologia, ética,
noética, poética, epistemologia, teologia, etc. O saber4 ou sabedoria
( lamber o sal ) é universo do animal, que também convive no corpo
anatômico e fisiológico do homem; porém, o conhecimento é ato de
centauro : ato na mixórdia entre o homem e o animal que o forma
fisicamente. O homem, que ele é, no ser alienado do fil´sofo, forma-o
metafisicamente, filosoficamente, a la grega, pois não há qualquer
filosofia fora da tradição grega que chega a Kant e Marx e continua
até Gustavo Bueno em seu "Animal Divino", que Bueno é um animal
divino. Simploké!
O conhecimento avança lentamente arraigado na tradição dos mestres,
sábios que repassam o conhecimento ou filosofia ou metafísica dos seus
mestres, os doutos, os filósofos, sempre à moda grega, pois não há
outra maneira ( não há uma filosofia chinesa, como costumam
inadvertidamente dizer os papalvos : um mestre passa ao
discípulo um conhecimento ( a tese, o ser ) que, ao se tornar douto, e
não meramente mestre ( o mestre apenas repassa, repete, não cria o
ser, embora na arte chamam equivocadamente de mestre os doutos
criadores, os filósofos da arte como Picasso, Kandinsky, Paul Klee,
Miró, Rodin, Mozart, etc.).
A filosofia só trata e conhece a essência, pois a filosofia é o
conhecimento, e o conhecimento do homem é o conhecer a essência, que é
o ser que o homem conhece : o ser é o saber do homem, mas,
paradoxalmente, não é saber, mas conhecimento. A filosofia é o
conhecimento; o conhecimento é conhecimento de essência, ou seja, do
ser, do objeto posto ou lançado no mundo lá fora pelo homem, que o
lança pelos sentidos como um objeto e o capta pelos sentidos como
outro objeto; posteriormente põe (ser) interiormente um terceiro
objeto (outro ser, ser interno ou interior, se racional, razão,
inteligência).
Todo saber da ciência e sua mão, a técnica ou tecnologia ( que vem em
linguagem matemática, algébrica) é conhecimento filosófico, porquanto
não há conhecimento científico, mas saber científico, uma vez que o
conhecimento é originário na filosofia, não nas artes o fazeres, que
utilizam o conhecimento.
Fazeres estão vinculados intimamente aos saberes e profundamente ao
conhecimento. Por isso chamam aos artistas de mestres e não de doutos,
porque os doutos mexem mais com o discurso, onde está o ser mais
visível, por assim dizer, enquanto nas artes há mais o fazer, o ato
nem discurso, com o conhecimento por função, mas com a ação ou o ato
manifesto. Em geral, os artistas e técnicos ( engenheiros)
aplicam o conhecimento provado pelo saber, depois que os doutos ou
filósofos profundos criam a possibilidade do conhecimento, ou põem o
conhecimento no ser posto, no ser, sendo o ser mera invenção humana,
invenção da filosofia para dar base ao conhecimento, dar-lhe um
princípio de razão suficiente para conhecer, jamais para saber, que o
saber encontra a coisa nos sentidos, enquanto o conhecimento
paradoxalmente ignora a coisa e cria em sue lugar um instrumento que
conceitua e capta a coisa, que é o objeto, objeto de ciência ou de
concepção da coisa, que Kant e Spinoza denominam coisa em si, ou seja,
substância livre, "causa sui" ( causa de si, auto-causadora ) , na
metafísica fundamental de Spinoza.
O ser é o discurso com sujeito e objeto, ou predicado, sendo ambos,
paradoxalmente, objetos e sujeitos, pois o que os separa é a tensão;
justo a tensão de que são feitos : sujeito e objeto é matéria ou
energia ( ambas) que possibilitam-se pela tensão e que existem ou são
essência ( ser do homem, ser posto pelo homem filósofo no mundo
natural e social).
A tensão faz tudo que conhecemos e sabemos e,
portanto, está nos dois pólos, que dividimos para entender ou dominar,
conforme seja Maquiavel, o filosofo aplicado pelo saber politico, ou
Aristóteles, o filósofo para o conhecimento.
O ser, a filosofia e o discurso são imagináveis divisões do mesmo ato,
que se faz : fato, ato a ato.

sábado, 21 de maio de 2011

REFERENCIAL : POLÍTICA, FILOSOFIA,POESIA,FÍSICA, RELIGIÃO...

Para se escrever é mister sempre observar o referencial, tanto de quem
emite quanto de quem recebe. São duplas leituras e escrituras
concomitantes.Ler é escrever no cérebro ou na "palma" da mente.
O ser do referencial tem uma posição que mitiga seu campo observável,
cria contexto, tece o circundante com os sentidos, com empirismo ou
saber, o que não ocorre com o leitor, que está em outra posição
referencial, outra topologia que cria outra lógica, tecidos,
histórias, idéias, limites observáveis,etc., enfim, o receptor do
emissor já recebe ou percebe uma mensagem esfriada pela passagem, com
perda de calor, além da perda infinita da transferência de uma posição que
faz o ser para outra posição que faz outro ser ou criador, inventor de
ser, que é o homem, enquanto indivíduo, óbvio.
Quem está na posição de poder pensa e age diametralmente diferente de
quem está em posição de submissão. Até a postura do corpo anatômico e
fisiológico é diverso. A postura submissa do animal beta assinala o
alfa. Os referenciais no estado sempre está nos dois grupos relativos: o
grupo submisso e o comandante.Um mente para o outro.Um tenta tomar o
máximo possível do outro e dar o mínimo, consequentemente. A bondade
fica par a religião, um meio ou um terceiro estado que busca atenuar a
luta surda dos dois grupos através da filosofia : falares sobre a
poesia do ser. A filosofia ou ontologia é um perpétuo falar ou cantar a
poesia ado ser, ou seja, do que inventa o homem como ser : os objetos,
o ser humano, os animais, a fauna , a flora, o ser supremo, etc., são
todas invenções ou ser criado pelo homem enquanto indivíduo-grupo.
Um estado humano, em sua análise zoológica, não diverge demais,
excepto pro símbolos e signos, de uma alcatéia. Somente a estupidez,
que faz do ser humano mais inteligente e erudito um completo tolo, mas
que, no entanto, é essencial à vida em comunidade e, principalmente,
no comando,
pode ocasionar o benefício de construir um estado, pois o que passa do
indivíduo e começa a ser coletivo muda muito, se torna falso
necessariamente, sendo o estado um grupo de indivíduo mentindo para
outra : uma guerra de mentiras em plena paz.
O ser humano se torna
estúpido quando leis, decretos, normas, regras, dinheiro, poder,
status, ou qualquer outra coisa, se torna mais importante para ele que
o outro ser humano; inobstante, na política, ou estratégia de
prevalência sobre o grupo, a mentira é fundamental armamento
bélico-pacífico. A hipocrisia ou atuação do ator político é essencial
para manter a hegemonia de um indivíduo no grupo e do grupo sobre os
demais grupos de poder ou no poder.
A mentira é a estratégia
usada em política. Estratégia é guerra, mormente em tempo de suposta
paz. Política é guerra em tempo de paz, a única forma humana e
zoológica de manter a paz nas relações.
Antes o estado ocidental era Roma imperial, um estado de Direito e de
fato, simultaneamente; talvez o único no ocidente a ser de Direito e
de fato; posteriormente a igreja, outro estado de Direito ( canônico,
entenda-se!) e de fato, ou seja, na qual o estado é soberano do
homem, soberano absoluto, como o imperador Nero, por exemplo, ou quase
assim, e o homem ( ou padre, frade, na igreja-estado) um servo,
cidadão ou escravo, conforme a norma que o incide sobre sua condição;
a igreja, copiando Roma imperial, se transformou em estado : o
Vaticano.O mais velho estado que continua de pé; paulatinamente os
reis medievais, vendo a força da igreja, tornaram-se estados; depois,
com o advento do capitalismo, durante a Revolução industrial e
Francesa, que são ações coletivas complementares da história, nos atos
da história, eclodiu o estado de Direito, estado laico, contraparte
do estado teocrático ; esta forma de estado, que o brasil ainda não
conhece ou concebe, o estado laico, veio na balada das duas grandes
revoluções européias : a Revolução industrial, a grande revolução do
intelecto, da técnica; ( revolução para o fato no estado ou o estado
de fato e do artefato industrial) e a revolução Francesa ( esta para o
artefato do direito, ou arcabouço dos Direitos Humanos, a grande
revolução cultural, humanística; o humanismo vem dos iluministas
anteriores e coevos da Revolução Francesa que, conquanto ingênuos
sonhadores, lograram tornar suportáveis ou toleráveis as relações
entre os bichos-humanos, mormente quando estes bichos ferozes e mais
perigosos gozam do poder, força extra ). Ambos convivem até hoje no
ocidente, são parte no diálogo da cultura.
O estado atual é um estado que era de um estado de Direito, ou ao
mesmos sonhada tal ser, mas que hoje se esfacela : não visa ser mais
estado de Direito, mas empresa. Trata as gentes ( povo) como
empregados e não co-partícipes dos Direitos, embora uns de fato ( o
grupo de comando ) e outros de Direito ou ficticiamente ou
simbolicamente : o grupo submisso, que aceita essa paz porque não pode
resistir a uma guerra encetada pelo batalhões de choque.Vide os árabes
no Oriente médio : Egito, Séria, Líbia,etc. Ou o Brasil em paz e Minas
Gerais idem.
No estado de Minas Gerais, meu referencial, observo, submisso, que os
últimos governos estão cada vez mais tratando o Direito como lixo,
mormente o direito adquirido, que foi "adquirido" para permitir
benesses a alguns servidores que gozavam do carinho de membros do
grupo em poder. Como esses governos passaram ( tudo passa...) ficou o
lixo : esses direito adquirido assim.
Todo Direito é adquirido assim : pai beneficia filho, amante à
amásia....e com isso todos ganham com essa benesse até o tempo em que
ela cessa, que é o tempo em que os beneficiados já foram beneficiados e
os que foram de carno também porque o Direito tem esse 'lixo " ( para
o grupo de poder ) de ser genérico: não pode ser só para as
bem-amadas. Essas caridades acabam por virar um lixo para o estado e
outros governos que herdam esse monturo.
Então, ao novo governo, só resta usar de estratégias para destruir, de
forma indireta, o direito adquirido, ou lixo do direito, escrevendo
leis e decretos prejudicais à esse direito-lixo, mentindo pela voz dos
secretários( sectários ) do governo, que são remunerados para mentir
elegantemente, com mestrado, doutorado, eloquência helênica, retórica
latina, enfim, com uma larga cara-de-pau e perna-de-pau de piratas do
Caribe. Aliás, são pitas legais, esses governos : governos corsários,
corsos de Byron.
Acabou o estado de Direito; era um mito, que aguentou um tempo,
enganou por um bom tempo, mas nada mais que outro mito que se
acabou, outro mito que descobrimos que era uma mentira para alguns
grupos de poder galgar o poder; acabou, assim como um dia acaba o
mito do amor entre os amantes; todos somos ex-amantes, novos-amantes,
novos-ricos...velhos-ricos.
Foi-se o romantismo, a época do romantismo
e dos cavaleiros andantes medievos. Dom Quixote de la Mancha, Marx,
Jesus, os partidos operários que iriam salvar o mundo com a ditadura
do proletariado, tudo acabou. Hoje é a empresa de Governo, o governo
postado como empresa, com seus gerentes e seus empregados domésticos e
domesticados até o nível de pós-doutorado; o estado como mais uma
empresa gigante entre outras grandes corporações, com empresários
maquiados como se fossem dirigentes ou representantes dos interesses
populares, quando na verdade são os caçadores do povo como escravos,
servos da gleba, da pequena gleba que lhes oferecem em troca da
exploração capitalista máxima do trabalho escravo qualificado.
O estado hoje, sendo uma empresa que lucra com as demais empresas, por
meio dos impostos, que são revertidos em investimentos para
incrementar a economia, quase único objetivo, pois educação e cultura,
se não for para aprimorar a mão--de-obra, para melhorar a qualidade
dos produtos e serviços da empresa, não serve a outra função, fato
esse corriqueiro no Brasil, país emergente, estado que emerge em tempo
de estado-empresa, ao invés de tempo de estado de Direito ( nesse
tempo o Brasil não era um estado de Direito algum para o povo, mas
estado servil ao império de época, até que veio Lula e rompeu essa
mentalidade, que já era contexto e por isso foi aceita e ele, lula,
aceito; caso contrário teria sido trucidado).
O estado-empresa atual investe em suas "mercadorias", a saber ; os
serviços que presta às
outras empresas ( o estado-empresa é uma empresa que presta serviços :
faz leis, decretos, regulamenta a economia, põe a justiça para dirigir
os conflitos entre empresas e outras pessoas hoje menos importantes: as
pessoas físicas, etc.) e recebe ou é pago por esses serviços com
tributos, os quias retornam á economia e, concomitantemente, ás
empresas. o povo fica pedindo esmola, favores dos governos, cuja
função anti-Robin Hood é tirar dinheiro, por várias formas em lei,
( digo tirar, mas não posso dizer roubar, furtar...) do povo pobre e dar
aos ricos. Evidente que os atores deste drama não fazem essa leitura,
apenas representam.
O texto sempre é lido sem o contexto; ao ator no ato é impossível
representar, ler o contexto. O contexto para quem está em ação é
ilegível, inintelível, ou tem a inteligência da ação, que mobiliza (
imobiliza) o pensamento analítico, prioriza a noética, que não é
sonho de práxis de Marx e outros utopistas. Jamais sabemos o que
estamos fazendo ( "senhor, perdoa-os, porque não sabem o que fazem!":
como essa frase tão dramática e lamurienta diz a verdade!); quem age
não sabe o que faz, perde ação no cérebro que se volta para os
músculos.Quem contempla analisa, pensa.E contemplar é sempre olhar o
outro, o que é mais fácil, é um referencial-alvo. E o referencial não
é somente o referencial da física; são vários os tipos de referencias,
assim como várias as grandezas : vetoriais, escalares...
E os árabes porfiando, morrendo por esse estado de coisas...que
ironia! Lembra sempre os cristãos em Roma, a morrer gloriosamente
para que o Papa Bento tivesse uma vida gloriosa de imperador do mundo!
e a igreja se transformasse já há séculos num estado-empresa, antes que
os demais estados tivessem percebido isso, que hoje percebem até em
Minas Gerais, terras de luares nada muares. Mas o que será do povo?

sexta-feira, 20 de maio de 2011

CORPO DE CENTAURO, FAUNO EM ERAS GEOLÓGICAS LÓGICAS

Um dia a água /
que é a alma da matéria viva /
fora do peixe cristão no latim /
deixará de passar pelo corpo /
de nadar pelo corpo humano /
desenhando fisiologias e anatomias /
ao carrear energia /
em moléculas de pedra /
que é a forma de inteligência dos sais minerais /
quando em pó ou pedras minimizadas /
- rochas moleculares /
metálicas ou não metálicas /
boiando no líquido do mar vermelho /
do mar vermelho com hemoglobina /
mar de eritrócitos /
mar sanguíneo mar! /
de onde vem o amar /
que é todo o mar /
e movimento de mar /
e coração escarlate /
que late em língua espanhola! /
mas não na cor do latim /
em cor una ou "cor unum" /
( Coração arrítmico /
desperta paul /
com água nos tecidos /
nos interstícios dos tecidos ) /

Uma noite a água dentro do corpo enquadrado /
na fisiologia e anatomia de uma mulher na obra de Joan Miró /
- mulher pintada e plantada sem planta vegetal /
fora da estufa mental do artista /
a pensar a mulher com a paixão que move o artista /
a arte e a caça e a guerra /
assim algo meio-bruxa negra /
meio-vampira ou mulher fatal /
meio-morte com a lua falciforme /
erguida no céu para corujas e mochos /
- numa noite dessas pintadas por Joan Miró /
em obra poética /
a água não seguirá o curso da torrente de Cedron /
se desviará do álveo do rio ou riacho espumante /
abandonando o corpo humano ou animal /
o corpo anatômico e fisiológico /
- o corpo mítico do centauro /
corpo de fauno /
o ser dado em latim /
para estudo da fauna /

Um dia de sol chovendo no girassol /
que vai rodando e rondando o tempo e o espaço lato /
e também o espaço e tempo latente /
iminente /
ou uma noite de lua errante pela madrugada /
toda orvalhada e cantada a galope no som de galo negro /
embuçado dentro da noite sombria e fria para algia /
qualquer dia ou noite /
a água perderá o caminho para dentro do corpo /
ou será um paul dentro do corpo humano /
quando então o corpo humano /
que já dormira eras geológicas /
antes de vir a dormitar no ventre materno /
no sono do embrião e feto que se segue /
- um dia ou noite fechará todos os olhos /
no sono geológico /
- sono com tempo geológico /

Água de sono /
é paul para garças e saracuras oníricas /
originárias da matéria onírica das pernaltas /

sábado, 14 de maio de 2011

FILOSOFIA DE GUSTAVO BUENO, ANIMAL DIVINO, KANT, MARX, KLEE, MAQUIAVEL, MARX...

O conhecimento vem da filosofia, não da ciência, que é saber e não
conhecer. Saber é provar, o saber ou sabedoria constituiu prova ou
provas no mundo empírico, mundo passo pelos sentidos, fenomênico ; já
o ato de conhecer, o ato de conhecimento, só usa o saber na hora da
prova, no
momento-prova, insta pela prova, mas prescinde dela, porquanto o
conhecimento está prenhe no discurso, nas palavras, conceitos,
axiomas, princípio da razão suficiente, etc. É, enfim, o conhecimento
humano, um universo de palavras, de signos e símbolos, frases,
equações, um universo erudito, concernente ao social e, evidentemente,
ao cultural. Os animais sabem mais que os homens, tem uma
inteligência voltada integralmente para o saber, a sabedoria do mundo
: inteligência para a terra, inteligência Gaia, Gaia ciência, diria
Nietzsche.
O doutor é o douto em filosofia; e são poucos: Aristóteles, Kant,
Espinoza, Shopenhauer... que defendem ( ainda!) uma posição ( tese)
originária. Defenderem um ser originário, pois a tese é a posição no
mundo (no topos ou lugar onde se finca o ser ou posição. uma espécie
de território inteligente, da inteligência).
A tese ou posição ou o ser que o homem enquanto filósofo constrói ou
põe no mundo ( tese, por no lugar, topos, topologia, toponímia). A
maioria é doutor
simbólico, tem o título, mas não é douto, mas apenas um papagaio a
repetir o que colocou ( pôs o ser, a tese, a posição única, originária
em si) o douto ( filósofo) no mundo.Ser douto é um fato resultando de
inúmeros atos individuais, do somatório final desses atos. Não há
outro douto que não seja o filósofo ; há um sábio natural, que é uma
espécie de "douto" natural e cultural, que é o poeta, uma espécie
vegetal ou vegetativa do filósofo; o poeta é um ser de saber e
conhecer em mixórdia, o iniciador do discurso e da filosofia sob as
fomas da mitologia e religião, que é o mesmo, a lenda, a fábula, a
sátira, enfim, um filósofo poeta ou um filósofo artista.
Todos sabem, mas poucos conhecem ou descobrem o conhecimento ou sequer
"sabem" o que é o conhecimento que, quando aplicado pelas técnicas, se
mescla ao saber, ato humano e animal, ato centauro, ato de centauro ou
assim bem simbolizado, alegorizado, fabulado, mitologizado. O
conhecimento é apanágio o homem; o animal possui o saber, usufrui da
sabedoria do mundo; aliás, essa inteligência animal é superior, nos
sentidos, que é a do homem, cujos sentidos forma mitigados no ato de
construir o conhecimento, que é metafísico, anterior á própria
ciência, é filosofia, em seus vários esgalhos como a ontologia, ética,
noética, poética, epistemologia, teologia, etc. O saber4 ou sabedoria
( lamber o sal ) é universo do animal, que também convive no corpo
anatômico e fisiológico do homem; porém, o conhecimento é ato de
centauro : ato na mixórdia entre o homem e o animal que o forma
fisicamente. O homem, que ele é, no ser alienado do fil´sofo, forma-o
metafisicamente, filosoficamente, a la grega, pois não há qualquer
filosofia fora da tradição grega que chega a Kant e Marx e continua
até Gustavo Bueno em seu "Animal Divino", que Bueno é um animal
divino. Simploké!
O conhecimento avança lentamente arraigado na tradição dos mestres,
sábios que repassam o conhecimento ou filosofia ou metafísica dos seus
mestres, os doutos, os filósofos, sempre à moda grega, pois não há
outra maneira ( não há uma filosofia chinesa, como costumam
inadvertidamente dizer os papalvos : um mestre passa ao
discípulo um conhecimento ( a tese, o ser ) que, ao se tornar douto, e
não meramente mestre ( o mestre apenas repassa, repete, não cria o
ser, embora na arte chamam equivocadamente de mestre os doutos
criadores, os filósofos da arte como Picasso, Kandinsky, Paul Klee,
Miró, Rodin, Mozart, etc.).
A filosofia só trata e conhece a essência, pois a filosofia é o
conhecimento, e o conhecimento do homem é o conhecer a essência, que é
o ser que o homem conhece : o ser é o saber do homem, mas,
paradoxalmente, não é saber, mas conhecimento. A filosofia é o
conhecimento; o conhecimento é conhecimento de essência, ou seja, do
ser, do objeto posto ou lançado no mundo lá fora pelo homem, que o
lança pelos sentidos como um objeto e o capta pelos sentidos como
outro objeto; posteriormente põe (ser) interiormente um terceiro
objeto (outro ser, ser interno ou interior, se racional, razão,
inteligência).
Todo saber da ciência e sua mão, a técnica ou tecnologia ( que vem em
linguagem matemática, algébrica) é conhecimento filosófico, porquanto
não há conhecimento científico, mas saber científico, uma vez que o
conhecimento é originário na filosofia, não nas artes o fazeres, que
utilizam o conhecimento.
Fazeres estão vinculados intimamente aos saberes e profundamente ao
conhecimento. Por isso chamam aos artistas de mestres e não de doutos,
porque os doutos mexem mais com o discurso, onde está o ser mais
visível, por assim dizer, enquanto nas artes há mais o fazer, o ato
nem discurso, com o conhecimento por função, mas com a ação ou o ato
manifesto. Em geral, os artistas e técnicos ( engenheiros)
aplicam o conhecimento provado pelo saber, depois que os doutos ou
filósofos profundos criam a possibilidade do conhecimento, ou põem o
conhecimento no ser posto, no ser, sendo o ser mera invenção humana,
invenção da filosofia para dar base ao conhecimento, dar-lhe um
princípio de razão suficiente para conhecer, jamais para saber, que o
saber encontra a coisa nos sentidos, enquanto o conhecimento
paradoxalmente ignora a coisa e cria em sue lugar um instrumento que
conceitua e capta a coisa, que é o objeto. objeto de ciência ou de
concepção da coisa, que Kant e Spinoza denominam coisa em si, ou seja,
substância livre, "causa sui" ( causa de si, auto-causadora ) , na
metafísica fundamental de Spinoza.
O ser é o discurso com sujeito e objeto, ou predicado, sendo ambos,
paradoxalmente, objetos e sujeitos, pois o que os separa é a tensão;
justo a tensão de que são feitos : sujeito e objeto é matéria ou
energia ( ambas) que possibilitam-se pela tensão e que existem ou são
essência ( ser do homem, ser posto pelo homem filósofo no mundo
natural e social).
A tensão faz tudo que conhecemos e sabemos e,
portanto, está nos dois pólos, que dividimos para entender ou dominar,
conforme seja Maquiavel, o filosofo aplicado pelo saber politico, ou
Aristóteles, o filósofo para o conhecimento.
O ser, a filosofia e o discurso são imagináveis divisões do mesmo ato,
que se faz : fato, ato a ato.