sábado, 15 de outubro de 2011

CIÊNCIA ( wikcionario wiki wik dicionario wikipedia etimologia wapedia )


A maior parte da ciência é arbitrária, ou melhor, arbitrariedade, está fundada no livre-arbítrio, o que quer que seja esse paradoxo ao modo grego de ser ou de por o ser nas coisas originárias da natureza e nos entes cuja origem é o fenômeno.
Aliás, os sábios gregos observaram paradoxos em toda ciência, por mínimo que fosse o enunciado ou a presunção de que o Direito hoje tanto se arroga peremptório como todo produto da ignorância, senão da estupidez desarvorada. Sequer há uma definição adequada de ciência, mesmo porque o que há de ciência é exíguo no vasto universo de conhecimentos não descoberto ou inventado.
Para os antigos sábios e eruditos da Hélade, o paradoxo era maior que o conhecimento e ainda hoje o que a ciência construiu em conhecimento é irrelevante ante o universo ou mesmo para estudar uma partícula ínfima ou ainda algo que está no cotidiano, um artefato, uma coisas, um produto natural ou que quer que seja, o ser humano não consegue saber nem conhecer nem um por cento do que estudou ; isso só mostra que o paradoxo é algo maior que o conhecimento humano : o paradoxo de conhecer, pois conhecer é paradoxal, na raiz do conhecimento está implantado o paradoxo.
A ciência ou conhecimento cientifico é mínimo, menos de um por cento de conhecimento e o restante preenchido por pseudo-conhecimento ou normas. A separação artificial ou estratégica entre ciência normativa e cognitiva é fictícia ( na "didática" talvez esteja esta desculpa para a falha gritante ) , pois a maioria dos "conhecimentos" da ciência cognitiva são meras praxes e ordens ou normas, ou seja, toda a ciência, excepto por um percentual mínimo, insignificante é normativa, não passa de um conjunto de normas ou ordenamento ( uma forma de policiamento feito através das normas do Direito positivo : as leis, decretos...).
A ciência se bifurca em fenomenologia e, basicamente, física. Dicotomia maniqueísta.
Estas as ciências : fenomenologia, erudito campo da filosofia ou metafísica, que vasculha o pensamento e o fenômeno do pensamento e dos sentidos em conjunção e separadamente ; e física, as ciências práticas, diretamente aplicáveis por técnicos treinados e versados em determinados campos científicos que os propiciam conhecer as técnicas ( tecnologia ) e aplicá-las ( técnica ou engenharia ) sendo o resto técnicas ou métodos ou meras aplicações : medicina, fisioterapia, engenharia, Direito, sociologia, biologia, antropologia, etc.
O estudo do fenômeno ou fenomenologia também é chamado ( ou poderia ser ) de filosofia, metafísica, ontologia, epistemologia, enfim, tudo o que se debruça sobre o pensamento ou sobre o ser que "anima" (alma) o ente. São fenomenólogos os poetas, filósofos e pensadores livres, bem como todo artista e religioso ( político). Político no sentido originário do termo e no melhor sentido, o homem religioso de fato ou em ato é o santo, um artista da vida e um artífice na prática da ética e um elucubrador de uma inovadora noética. Vide São Francisco de Assis, ou o profeta João Batista ( São João Batista cristão é quase outro profeta, nos fatos que constituem os evangelhos, que o coloca submisso a Jesus um homem temerário e insubordinado, de natureza indômita e pura, merecidamente figura ( geométrica?! num sentido geométrico ainda não explorado) mui aclamada em duas ou mais religiões, graças ao seu carisma e inteligência excepcional adicionada a uma coragem, uma força de caráter de herói : um dos maiores homens da humanidade, no que consta da lenda e do mito, evidentemente, pois ao homem ( enquanto ente ou "coisa" historial não chegamos, senão por via dos fenômenos imaginados, paginados em livros santos ).
A física, por seu lado, foca o "logos" nas coisas, mascarando-as e confundindo-as com fatos naturais, os quais são fenômenos, não coisas, mas manifestações do ser no ente, no fenômeno, objeto de fenomenologia da física, mas não de física enquanto técnica, que lida com as coisas, pois o ser humano pode entrar em contato com as coisa por meios dos sentidos, mormente do tato, senso táctil, que dá a noção de textura e pressão , dentre outros fatos que envolvem coisas ou realidades, que as circundam. aparecem aos sentidos, mas não considera o fenômeno, senão vagamente, porquanto o fenômeno não é seu objeto de estudo.
A física estuda o nada das coisas, a nadificação que resta ao se ignorar os fenômenos e se debruçar sobranceira sobre as coisas ou fatos, campo da técnica e , evidentemente, da tecnologia, cuja língua é a escrita e a linguagem utilizada para a notação da percepção é a matemática, cuja linguagem é simbólica e, às vezes, faz uso de signos ( letras gregas) como símbolo e não significativamente.Há na física uma confusão entre o que é seu objeto e os objetos que concernem à técnica.Na sua falta de saber e conhecimento truncado, a ciência se mescla com a técnica ( tecnologia ) e arrota sucessos, que são técnicos e não científicos. Obras do fazer e não do saber ou do conhecimento que partilham a maniquéia presente no universo e no pensamento do ser humano.
A física se louva nas coisas e fatos enquanto a fenomenologia, no caso específico da palavra dada : ontologia, tem seu fulcro no ser e em outros aspectos do ser insulado em objetos para a epistemologia, a ética, a teologia, etc.
A fenomenologia é o estudo dos fenômenos, que são atos voluntários e involuntários do ser humano e dos animais, quiçá do vegetais e minerais. Não? A fenomenologia estuda atos, e o faz por meio de objetos, dos objetos que desenha em conceitos, geométricos e linguísticos, semânticos.Geometria, semiologia e semiótica, além de contexto ( interesses os mais variados, desde o político, o religioso, que é a primitiva forma da política e outros controles sociais).
A física em objeto desenhado para cavar os mistérios e véus da matéria e anergia que, ao formar a matéria, ou ao contê0-la em sua geometria antropocêntrica, dá a coisa, que a físcia tem pretensão de ser seu objeto, conquanto coisas não podem ser objetos da física, enquanto ciência, mas somente da técnica e da tecnologia, que já não é mais física, mas métodos e técnicas passadas pela palavra e pela linguagem matemática, algébrica, aritmética, etc.
A fenomenologia tem como objeto o conhecimento e a física, idem. Nenhuma ciência tem seu objeto no saber ou sabedoria, que fica para ser explorado e explanado em amplo espectro pela literatura e demais linguagens que toma de empréstimo à cultura as manifestações artísticas : escultura ( grafia e desenho estão neste espectro, bem como toda a geometria euclidiana ou não-euclidiana ).
O saber ou sabedoria, algo vital, algo que está em vida e é vivo, escapa à ciência e só pode ter seu campo de estudo através do pensamento vegetativo e, ao mesmo tempo, racional da literatura e artes, pois não constituem objeto de estudo, porquanto a vida não é objeto de estudo ou indagação : a vida está nos atos e os atos não estão parados nos fatos dados pelo verbo ou pelos símbolos que representam fatos.
Não confundir objeto com coisa ; objeto é conceito, coisa não; conceito é o que pensamento humano desenha ( em figuras geométricas ou geometrizadas, que é a forma grega de desenhar, a forma basal do desenho ou debuxo na cultura ocidental, desde Euclides ( de Mégara?) ) e põe em palavras ( desenho da grafia com signos e símbolos ).
Conceitos são, portanto, percepções humanas através do fenômeno : são fenomenologias quando mentais, racionais ; enquanto coisas não são talhadas pelo homem, embora sim pelo fenômeno, quando esta ( a coisa) entra e sai do homem enquanto objeto de percepção e razão ; porém então já não é coisa, mas objeto. Coisas estão no espaço e tempo aparentemente ou realmente fora do homem, na existência; objetos são concepções mentais, algo que o homem "pariu" ou concebeu ao pensar : objetos são entes do pensamento, entes humanos ( signos, símbolos são objetos, dentre outros inúmeros, miríades de insetos nos quadros de Joan Miró).
Objetos são essências, formas de pensamento por signos, símbolos, sinais, desenhos, palavras, etc.
Não obstante, a palavra "coisa" é um objeto, pois não está em natureza, mas presente em cultura, pelo ser,quando colocada como objeto do "logos" ( lógica, palavra), enquanto vocábulo ou conceito e não a coisa mesma ou "coisa em si", no jargão kantiano.
Quando o pensamento, que nada é senão o homem alienado, ou seja, o ser humano enquanto ser que se separa e se aliena na razão, na figura conceptual do filósofo ou enquanto se arroga cientista ou artista, enfim, daquilo que não é o homem integral, mas parte do homem, ou seja, metade do homem ou um percentual do homem, que é o ser integral em seu coro e mente, podendo e capaz para todas as atividades humanas : apto a ser monge, que é em si, ou advogado ou cientista ou filósofo ou poeta ou o que quer que seja, inclusive assassino, predador, pois está em sua natureza animal, de centauro, de fera.
O homem é tudo o que existe em potência ou potencial em sua essência ou pode ser tudo o que quiser, inclusive rei, porquanto já o é de fato usurpado dessa função precípua pelos pseudo representantes " do rei" ou povo, que é outro nome para regente : pode ser o homem um filósofo, sacerdote, poeta, gari, monge, enfim, toda a realidade do homem está no homem e toda a realização,; porém, não na concepção abstrata de homem, mas no homem real, o indivíduo ; todavia, o próprio pensamento, que é a fonte do conhecimento, mas não da sabedoria, separa o homem dessa realidade e da realização em si de tudo o que é e do qual é usurpado : o homem, todo homem, enquanto indivíduo é o rei usurpado do trono pelos seus "representantes" simbólicos reais e "majestáticos", figurinhas de naipe, do naipe do baralho ou do tarô ); renovando a frase anterior à esta digressão: quando o pensamento dá o ser, põe no ser o objeto, o "ovo" do homem, o que não ocorre na coisa ( a dita ou maldita "coisa em si" ou em natureza ) que não cabe em objeto, pois o objeto é feito com abstração ou alienação de toda a realidade natural circundante : é técnica matemática que a filosofia e, quiçá, antes da filosofia ou junto ao ela a geometria concebeu.
Talvez a geometria tenha sido a primeira ciência a conceber o objeto em conceitos que desenham e postulam, ou seja, põe o ser : postular é por o ser. Possivelmente foi a geometria a primeira ciência focada sob atos, cujos objeto foi atos ( atos são sempre humanos : a natureza nos fornece fatos, pois ao olhar para o mundo natural já chegamos atrasados a anos luz, se for estrelas, ou a poucos minutos, se for um ato que acabamos de perpetrar agora, que é fato menos de um segundo depois de cometido, quer seja um ato criminoso ou caritativo).
Os atos na geometria são os desenhos geométricos : "design" originários. A geometria é uma fenomenologia que estuda atos; a física, deveria estudar fatos, se não confundisse fatos, que vem de fenômenos, com coisas, que são objetos da técnica.As coisas somente são objetos quando o homem enquanto alienado em inventor ou artífice ou artesão põe a mão no objeto ao invés de por o ser.
Por o ser significa que o homem em ato, em pensamento e ação física, põe o fenômeno percebido ou o ato transformado ( e transtornado pelo paradoxo!) em fato posto ( não-ser) pelo verbo ( a língua, as palavras) , pela geometria, matemática, técnica, etc. O fato, em contrapartida ao ato, que é o ser, o que se apresenta no presente (redundantemente! ), sendo o presente o único tempo real, ou tempo de ato, é, ao contrário do ato, seu antípoda : o não-ser, ois o ato sempre está no tempo natural enquanto o fato está tão-somente no tempo verbal, geométrico, matemático...enfim, num tempo em essência, penado, imaginado, ou real e existente apenas mentalmente, mas não na realidade ou no mundo natural, onde o ato já é dado como fato pelo fenômeno que só capta o ser no real, pela sabedoria ou saber que prova o mundo no momento existente.
Quando o homem põe a mão para fabricar ou aperfeiçoar objetos, ocorre a técnica, e então o que era coisa se transforma em objeto ou coisa realizada num objeto, num ato humano integralmente voltado para produzir fatos. Campo de estudo da física, que deveria estudar esses fatos realizados e não coisas fora do foco, envoltas no véus das trevas e da luz.
Quando o homem põe o ser sobre as coisas, cobre, oculta, vela as coisas sobre o véu do ser, então dá-se o desvelamento, que o pensador pré-socrático denomina "Aletheia" ( desvelamento, retirada da luz e da sombra, o que é impossível ao olho para ver com a mente platônica "aquilo que é para o homem : o ser e não a coisa é o que é para o homem, o fenomenólogo). Esse desvelamento ou aletheia é uma mescla de conhecimento e sabedoria, ato do pensamento que permite saber da coisa, arrancar-lhe o véu ( de Maya, Maria, simbólica, alegoricamente na arte e na religião e misticismo, que são arte de outra cepa...)
A sabedoria ou saber ( saborear o mundo, as coisas ), diferentemente do conhecimento ou erudição, cuja base são signos e símbolos, não são objetos mentais, mas encontros com coisas viradas em fatos pela elaboração da percepção, que produz , em seus atos, ou em atos humanos, fatos, cuja "matéria-prima" são as coisas. O saber é percepção viva e não mera lembrança ou memória de mente morta no fato, fria no fato. A sabedoria ou saber é ato ( e ato é algo vivo, no feixe que forma o tempo com o espaço) e não algo que já passou ( fato), que derivou de atos.
Atos passados são fatos, sendo que o passado é apenas vivo no verbo e não em natureza; logo, não é algo real, posto junto com as coisas e os fenômenos, mas atividade separada, memória do tempo, que nos fornece a primeira forma de leitura da vida e das coisas e a primeira ciência e literatura.
É a literatura a forma erudita que cria ( ou inventa?) a possibilidade de ciência pela físcia e filosofia passando pelo mito e pela lenda, forma oral.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

BOLA AZUL DO RAUL EM ANTOLOGIA DE CECÍLIA MEIRELES


A bola azul do Raul
- azul também o Raul
que amava e chutava a bola
até o céu azul
outrossim azul o céu
ou a rolava mansamente para um violinista azul
um outro azul
dependurado no cacho celeste
cacho azul
da ave do paraíso
e da árvore do paraíso
plantada no jardim edênico
ou das Hespérides...;
a bola azul do Raul
era apenas bola rolando
dentro do livro de poemas para infância
de Cecília Meireles!

Era e é bola
ao ser o que é o tempo :
ato e fato presente
não assente e ausente no verbo
no seu arrasto ao pretérito
ou futuro inexistentes
- meras essencialidades funestas à vida!

O tempo real é sempre presente
quando não há verbo a intermediar
essência e existência
cindindo o natural do artificial
a física da metafísica
quando natural e não artificial
diverso do tempo enquanto invenção humana
matemático ou poético ou filosófico
- tempo em signos e símbolos
em palavras e frases ou em desenhos
gráficos e aparelhos medidores:
barômetros ou espectômetros ou sismógrafos...

A bola do jogo
era para ser jogada ali
naquela quadra de poemas
o de antologias
entre "isto ou aquilo" de poesias
pois isso era o que propugnava realizar a obra poética
com a poesia a perpassar a quadra da infância
leve levada e lavada
qual asas de mariposa na chuva
numa brisa eivada de odores os mais variegados
mormente os cheiros que chuva carreia
da terra ressequida
em seu aroma de alma
quando a água abençoa a terra batizada
com o milagre e mistério da vida
a evolar no ar as melhores fragrâncias
captadas pelo aparelho olfativo
ou isto ou aquilo que o olfato cobriu ao vivo
e que exalava alma de criança
no tempo da criança
tempo de atos sem fatos
( sem os fatos que temperam com um travo amargo
a percepção e sensibilidade dos adultos )
- dias infinitos e inenarráveis
o tempo em ato da criança
não susceptível de análise
ou de ciência alguma
fato algum
somente de "alguma poesia" em Drummond
abundante e luxuriante pensar vegetativo
- pensamento de poeta e filósofo

Entretanto a bola envolta na teia da poesia
acabou escapando da obra poética
ao ser chutada sem chuteiras "com travas"
para fora do mundo poético
encontrando e incorporando-se à bola real
nos pés pequeninos do meu neto
- numa ação transcendente e imanente simultaneamente
que foi do ficto ao facto
em subsunção de ato e fato
abstrato e concreto
essência e existência...
a se encontrar fora da lógica
em função escatológica

A bola na poesia da infância inteira
era do Raul de Cecília Meireles
Passou a vida toda com Raul
ou a poesia inteira com Raul
um menino de ficção
menino abstrato
- criança em poesia
ser na inexistência que separa o ser do ente
a existência da essência
numa ponte ou pontilhão
sem pontífice que a ligue
à liga da Ligúria
ou às ligações iônicas ou moleculares
as quais estão produzem a liga metálica
dos metais e semimetais e não-metais
com suas propriedade em ponto de fusão...
enfim, no enlace químico!
( A infância guarda os símbolos arcanos
os arquétipos de Jung :
O símbolo de Midas
ao transformar tudo em ouro
outrossim símbolo da alquimia e do alquimista
com o que sonha até hoje a ciência sonolenta
também o símbolo da fênix
de vida eterna
expectativa de "vida" cristã!
Aliás, a infância produz todo o simbolismo
que posteriormente utilizamos
na linguagem e no sonho
para acordar a realidade
ou fazê-la dormir sempre
- sob um berceuse )

Sem embargo do ponto de fusão
estar na química ou na alquimia
ou mesmo na intersecção geométrica
da química com a física
ciências limítrofes
o que importa é o que rola com a bola
e que agora a bola é do meu neto
( comprei-a para fluir em equações elipsóides!...)
- um menino de fato
com face de fato
e cheio de energia e atos
apto para constituir infindáveis fatos
no puro ato de ser menino
passando e correndo
com o tempo como pano de fundo
agarrado ao espaço tal qual erva em raiz à terra
que chega a feder na erva morta após capina
no cheiro verde do cheiro-verde em molho na feira do arrabalde
- odor abaixo e mui acima do azul celestial
paradoxalmente no cimo e ao rás do chão
aonde deitam as ervas
e onde está estático o ovalado corpo de anil
em sintonia cromática com o violinista azul
e o violinista verde
dois gênios da natureza
faunos reais
apascentando e pastoreando a erva do campo
a daninha dona da terra
que cobre todo o solo
- até solo de clarinete
oboé ou violino composto em melodia de Mendelson
e os lírios campesinos
que amarelam o ouro vital nos vales...

A bola de Raul
era avistada e identificada
no espectro do azul
na abóbada celeste
que se curvava drasticamente para o côncavo
num amplexo com parte da boda do menino
na mesma proporção áurea da circunferência
porém não no mesmo tamanho
ou no fechar cerúleo
cuja abóboda é uma bola
apenas no abobadar
mas não no fechamento integral do círculo
não na concavidade hermética do céu
debuxando um "Stradivarius"
para o rito do solo ao sol
de arrebol a arrebol!!!
( A abóbada celeste é um semi-círculo
com "pi" radiano irradiando o raio do rádio
cuja perspectiva refoge aos olhos
e não fecha no anil
nem tampouco no encontro das águas
entre os olhos e o azul
com fundo branco de garça branda
esgarçada no desenho natural
levando em si a névoa da distância
que separa os olhos num nevoeiro
- um nevoeiro é o olhar! )

A bola que era um ato de abstração poético-filosófico
ou nesta perspectiva filosofante
transforma-se em fato
aonde se cava o anfiteatro
( cava com veia cava... )
- cava com unhas e dentes!
o anfiteatro para o menino jogar
o melhor e mais belo futebol
oriundo do maior jogador de todos os tempos
nascido na terra
que foi Pelé
homem que tornou o futebol significativo...
pô-lo entre os significados humanos
com a perenidade de um monarca sereno e hábil
a chutar a bola do menino
que medrou nele
e no seus atos de atleta majestático

Todavia é o jogo do menino
e não o de Pelé
que marca o gol na vida!
porquanto o futebol quase solitário do menino
é uma iniciação de Pelé
- é um correr empós o círculo
e o ciclo que se esconde arquiteta
na semi-circunferência do domo
algo rotundo e sólido na engenharia

O jogo do menino
- meu neto menino
é uma corrida de atleta do século
para a próxima Copa do Mundo!
- no Brasil de Pelé
anunciada pelo verbo
anjo da anunciação do futuro
- profeta quando os pés plantam-se na terra
com raízes de ervas a árvores frondosas

Não obstante a tecnologia
- a indústria que faz a bola
para uma Copa do Mundo
- antes do pensamento industrial
e do pensamento livre que cria a bola
ou a copia das esferas
quem faz a bola é o menino!
- O menino é quem faz a bola
com seu chute
ao rola-la lá no lar
para longe de si
fazendo ouvir a percussão no ponta-pé
que acha a matéria redonda
a qual, muito mais que mero símbolo ou alegoria,
é um exercício de vida
que tem mais viço de erva e fauno na quadra infantil

É o menino quem faz a bola
e não seu inventor
não o inventor da bola!
É outrossim o menino quem faz Pelé
não os inventores do futebol!...,
- mas o menino que passará à puberdade
e à maturação plena
depois de viver uma existência
em vigor supremo e originário de criação
perto das mãos do criador
- um deus-ferreiro ao sol
com o menino na forja
e o homem mutilado
sem a vida eterna em corpo de criança
porque era no corpo do infante
que ostentava e cria na vida eterna
pois a criança pé eterna
está alijada da temporalidade mesquinha
e da depressão na vala comum da morte
- um túmulo ou cova rasa
encetada na vida do velho
quase despido de corpo
e com alma fina
graças às perdes fluídicas
de um mar salgado na infância
para um pobre arroio na senectude
( A vida eterna da criação e do criador
age através das funções regenerativas e criativas
que estão no corpo da criança
- o fauno que se completará com o sexo na puberdade
pois é a criança que se cria
- a criança é a criadora de si em seu corpo
consoante diz a própria palavra "criança"
Não obstante velhice ou degenerescência
não está vinculada á idade
porém à doença ou à saúde plena )

O homem é morto
- mais que morto!
obedece a mortos

O menino é vivo
e eterno
desbanca o silogismo
que "mata" Sócrates
homem e mortal

Quando a bola do menino está parada
quieta num canto do chão
não é cantochão!, não! :
- apenas assinala
que o menino
no seu canto vocal
não gritou entusiasmado : "bola!"
e depois a chutou solenemente
como sói na infância
- primeira vida
primeira alma
e quem sabe não seja a única
vida e alma liberta...:
sem as peias da escravidão social
que grassa em peste maligna
cada vez mais
- mais que mar
por toda parte
em endemia e epidemia
quiçá pandemia
originária do legado da Inquisição espanhola
e da Peste Negra
que assolou a Europa medieval
- sempre graças à estupidez humana
( Atualmente talvez sempre
o ser humano é a maior praga da terra
e de malignidade magna )

A bola do menino só fica parada
se o menino não a tocar
com sua infância
maravilhosa

( Até parece que a infância do neto
é duas vezes a infância
do filho e da filha!
Mas não é não
- não é mais mar nem amar
mais mar ainda
nem tampouco "amarte-te" Vênus
até em Marte
pela causa que leva ao martírio!
Simplesmente a vida é mais intensa
do que a mera memória
A vida é paixão no ato
cristal ou gelo no fato
porquanto o fato está no verbo
e o ato na vida )

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

A MOLE ANTONELLIANA ( wikcionario wik wiki dicionario etimológico enciclopédico online )


Que a chuva molhe
a mole do edifício Flamboyant
que avisto de longe
na dobra da curva sul
ou do desvio para norte
quiçá este ou acaso
o ocaso em oeste

Denso sob a chuva tensa
em densidade e tensão
com envoltório de nuvens plúmbeas
tipo auréola de santo
o Edifício Flamboyant
mostra suas quatro faces na mole
que a chuva molha
com seu molho de água
e outros predicados da água

Que a chuva molhe a mole!...
- com o molho de água
condimentada no céu!...
descendo pelas escadas
do que era azul
e agora é vegetal
- anileira plantada de ponta cabeça
num céu para anil
que anuncia o anum
na noite com lua estendida em cimitarra
ou em foice nigérrima
escurecendo o latim
envolvendo o latim em matéria negra

Na dobra da curva
entre a folhagem de uma árvore
dada ao vento galopante
( o vento é o cavalo baio
a cavaleiro do ginete amarelo...
a cavalerio do cavaleiro amarelo do apocalipse!
que nada no vento
há muito tempo
sem outro evento...)
surge e insurge
detrás de uma palmeira altaneira
que sobe de longe na mole abstrata
- surge insurgente a mole concreta
apalpada pelos olhos
- a um tempo concreta
no concreto armado
e abstrata no líquido ou gás
com que a trata a mente química
a escavar no nada dado à mente
a geometria invisível
abstraída de algo inominável
que fica antes do tempo medrar no Relógio de Areia
e criar com areia na ampulheta
o espaço em espasmo para a alvenaria da mole
se moldar e molhar em mole de edifício
no derrame da clepsidra
que deixa mole a alvenaria da mole
e faz a massa
e amassa a massa
com areia na face de quem chora
- um pranto que se derrama
na chuva que move com erosão a areia
da face da mole...
- um olhar que vai além da mole
e da visão da mole!
no horizonte ocular
- oculado ou não desenhado na geometria ocular
enquanto o olhar a perspecrutar sobe
numa subida em escala de perspectiva
palmilhando cumes de fetos arbóreos próximas ao coqueiro
- contemplativo a cismar no ar
para voar de milhafre e pomba ao cinza
e assentar no topo da mole
- da mole do edifício que surge subitamente
abruptamente
face a mim
passo a passo no meu passo ritmado
no compasso do espaço circundante
ambulante e avante
enquanto ouço ou imagino ouvir
o tempo na voz do fonógrafo
cantante no fonógrafo de época
( gramofone sem museu )
em tecitura de flor de algodão para timbre
de alguma cantora do rádio

Que molhe a chuva intermitente
a mole do Edifício Flamboyant
( "Delonix regia")
a mole imersa no molho da chuva
no molho de ervas aromáticas vendidas na feira
antes de estar na chuva
e mesclada no ciclo da água
- que molhe com o molho
a mole do edifício
que avisto no horizonte
tenso e denso
com densidade aquática
quando há tempestade
lavando os corredores ou escadarias dos ares
por onde Jacó subiu em escada
e a liana foi atrás
espargindo seu rasto verdejante escadaria fora
e levando ervas daninhas
danosas apenas no espargir o verde
porquanto tudo quer o verde
e as ervas com pés plantados
no coração do verde
as quais tomam de assalto
os castelos e as choupanas
sem beligerância
que é atitude exclusivamente humana
não herbácea ou vegetal
que a vida é vegetativa
e consequentemente useira e vezeira em tolerância
contemplada na contemplativa filosofia grega
pensamento já vegetativo na alma dos pré-socráticos
- pensadores voltados ao estudo da física
que deixaram a percepção da poesia
que é a forma do belo
na alma do filósofo grego
- e este descendente direto dos poetas
que é o filósofo grego
ao perceber o belo
passou a utilizá-lo outrossim
para desvelar o mistério do pensamento
retirando o véu
que cobre as coisas e objetos
com luz ou sombra
no xadrez da cognição
a fim de que o filósofo visse a realidade
e dando uma vela aos cegos
para que vislubrasse o símbolo
no jogo complexo da aletheia
- que é um xadrez
jogado nopreto e branco
da caverna de onde emergiu Platão
do espaço sombrio
para a luz radiante do sol
a velar com sua luz "branca"
de zênite ao nadir
ou do anil ao anum
quando do dilúlo ao crepúsculo
o céu vai de azul
na travessia de sua barca

Vejo a mole do Edifício Flamboyant
com olhos na chuva
sem chapéu ou guarda-chuva negro
em dia que rasga o olhar
com as adagas da chuva
amoladas e mui "contusas"-cortantes
com o sol embuçado sob nuvens cinzentas
- o sol qual fosse um cavaleiro negro
ou um guerreiro ninja
ou ainda um monge negro
no dominicano de olhos mortiços
que abria o Livro dos Mortos
e lia a sentença da inquisição
- ou o que batera o Martelo das Bruxas
inexorável
em companhia de seus cem olhos
sem abrolhos
em língua de Evangelho
( O sol oculto por nuvens acinzentadas
toma penas de anum
e passa pelo cavaleiro negro
cujo ginete enceta e inventa o apocalipse
sem João nem ninguém
- nem também amém )

A mole do Edifício Flamboyant
em cujo frontispício ficou gravada
minhas inúmeras faces
multifacetadas pelas obras de Picasso
em rostos de mulheres que tomam cubos
- senhoritas em raízes cubicas
planificadas numa geometria
em amostra e demonstração frontal na obra
do que denominam cubismo
meus rostos expostos em geometrias
euclidiana e não-eclidiana
passa por cubos no espaço
enquanto o tempo vai desmanchando
a minha face com água cúbita
- face feita de areia de ampulheta
um silicato na mineralogia
um relógio de areia para o tempo
- um espelho de areia
que a água da clepsidra dá à erosão paulatina
na lâmina d'água para lavar o rosto de Narciso
- lavar até afogar
erodindo toda a areia
inclusive para olhos não vidrados em gema esmeralda
safira azul negro de pérola
ou castanho dos cabelos e olhos
de quem olha e ama o mundo
com alguma cor viva nos olhos
ainda distantes das areias na ampulheta
que produzem a morte vítrea
nos olhos arregalados
revirados pelo avesso do último olhar
mas agora e aqui postos molhados na verde palma
que dá um discreto adeus na palmeira
ou mexe as palmas freneticamente
ao vento da borrasca
aplaudindo com uma alegria de menino
que começa a olhar a vida
e sentir as ondas de emoção tomar o corpo fisiológico
em primeiro tempo de química
tempo de arqueólogo em vida
botânico vivo
zoólogo na existência
e não na teia da essência
ou da quinta-essência...:
- Essência exalada do olíbano
não mais enquanto árvore
mas através da matéria-prima
que é a resina colhida do vegetal
e industrializada como incenso
ao descer ao mercado
negro ou branco ou amarelo
o qual é sempreesses três magos?!
( arqueólogos têm alma antiga
enterrada sob montes de areia
e pensam sob as normas do onírico
que estão a escavar
o próprio corpo
com a mente intacta gravada na pedra
a voz no fonógrafo guardada no cantor
e o espírito escrito em três línguas de fogo
nas Tábuas de Moisés
e na Pedra de Rosetta
de Champollion
Egiptólogo e paleotólogos
e geólogos também sonham
sob o veú dessa inteligência surrealista )

Olho a Mole Antonelliana
na mole do Edifício que vejo
cujos números não aprenderam a andar
na sequência Fibonacci
Fato que não tolhe a chuva
é a mole exposta ao molho da chuva
nítida na retina
Face a mim que a olho
atrás da retina colada em cada tapa-olho
de vetusto pirata do Caribe
a mole é o objeto ante minha face
é minha imagem de Narciso
ou o objeto que me dá a coisa
velada pela luz da vela solar
que a cobre de véu branco de noiva
na grinalda de flores de laranjeira da terra
sob a luz da vela lunar
que não é vela
mas veleiro com vela inflada
pelo sopro de anjo da luz solar
luciferina luz
cobrindo o todo com a vela
que é um toldo no todo
o qual jamais deixa algo desvelado
mesmo quando cai a noite
e a noite o véu das sombras
tecido na treva
vela sem acender a vela
- vela apagando a vela solar
quando não acende a vela das estrelas
ou a luz negra
- a face negra do véu
sobre os cableos negros da noite
no encaracolar das trnças longas
( O objeto no fenômeno
é o véu que oculta a coisa
na filosofia de Aristóteles a Kant
passando pela fenomenologia de Hegel a Husserl
em novo surto filosófico )

Olho a Mole Antonelliana
porém não vejo molho matemático
em sequência Fibonacci
escrita e lida no sumo da chuva
a escorrer mole abaixo
pendente em pensante cascata
a descair mole lânguida voluptuosamente...

Entrementes na Pedra de Rosetta da mole
e da escrita em água de chuva
escorregando mansamente
pela estela da mole do edifício abaixo
e tornando o signos mutantes
gota a gota ilegíveis
a cada gota no conta gota da chuva fina
entranhando-se na escrita
e na leitura dos hieróglifos
e geóglifos ali grafados
pelo mestre tempo
senhor e deus de toda a literatura
desde antes da escrita cuneiforme...
gota a gota no conta gota
indecifráveis
indevassáveis
- tanto que pouco ou nada decifro
do que nada em gota
gota a gota
em conta gota
do enigma posto na Esfinge de Gizé
sob línguas de fogo
em um falar e escrever do tempo
escritor em quatro línguas matrizes :
alfabética, hieroglífica, cuneiforme e geoglífica
- o tempo na mente
na boca
na língua
na garganta
e na mão do homem
a traduzir e analisar
o livro em geóglifos
escrito no corpo humano
em anatomia e fisiologia
e em toda a terra
dos minerais às gemas preciosas
dos animais às ervas daninhas
- a pastar vacas no campo
na terra de onde retiram a seiva
e de onde se originam o gado bovino
e todo o arcabouço da vida
tirada da alma da planta
nada cristã ou peixe
desenhado no símbolo ou real
a nadar na água
enquanto alma da água
no mover a língua em latim vetusto
escrito e falado por Júlio César
numa Roma antiga
antes do Cristo

Todavia dentro de mim
vejo-a elucidada pela função onírica
de um Champollion
operante dentro do sonho
com o olhar voltado a um onírico em vigília
- não de olhos cerrados pelas pestanas
ocultando sono e sonho
mas de olhos vigilantes e leitores
olhos de escribas bíblicos
e decifradores de enigmas em línguas
- olhos de Champollion, enfim!
do sábio erudito que lê
e concomitantemente reescreve a estela
que aqui é a mole
mas alhures á a vida
que começa a andar
nos movimentos em tempo geológico
nos minerais
- e a passo de mineral
segue até o movimento
com tempo menos lento
nos vegetais
e por fim na velocidade do animal
cuja celeridade marca com significado o termo alma
que o latim cunhou
para designar o movimento em tempo atual
- o movimento do animal
único mover captado pela percepção
dos homens de então
( homens de antanho )
pois então em antanho
não havia a percepção do tempo geológico
nem evidentemente a escrita do tempo geológico
na língua falada e escrita pela Terra em geóglifos
reescrita posteriormente pelos eruditos
em tratados de geologia
nem se imaginava o dançar das ervas
e o caminhar da liana e da trepadeira
que escala a torre do castelo feudal
- trepadeira mimosa
a por flores na forma da trombeta
do anjo do apocalipse
na Glória Matutina
com sua floração matizada num lilás com azul
( A alma que evolou do latim
de Roma Imperial
para o latim de Roma no Vaticano
e Roma em Bizâncio
volatizou a palavra a alma
que foi exilada do mundo natural
para um imaginário universo sobrenatural
paralelo ao da física atual
Oh! Meus Deus!
- quanta bolha em minh'alma! )

Que a mole...
- que à mole não molhe a chuva
mas a mole molhe a chuva
o que é impossível
enquanto fato
porém passível de realização
quando ato mental
vestido de arlequim
e saído de dentro do ovo de um sonho amarelo gema
( Esse sonho
arlequim e ovo
é o homem e a mulher
emergidos do sonho de amor
- paixão em espaço sempre fatal )

Espero por fim
e para por fim
que a chuva que cai dentro de mim
com a dureza do granito
quando chove granizo
não vá se esboroar
feito a bilha na fonte
ouvida ainda hoje na voz do Predicador
- no canto que anuncia o início da escuridão em vida
tempo descrito no Eclesiastes
que canta desde tempos geológicos
na poesia escrita em geoglifos
depois em hieróglifos
nos idiomas alfabéticos
e que ainda canta hoje
no silêncio sublime da melodia da poesia
que é uma inteligência universal
presente no cosmos
- a mover-se sem motor
a desenhar sem geometria
e a cantar sem som...

terça-feira, 4 de outubro de 2011

A LOBA CAPITOLINA ( wikcionario wik wiki dicionario etimolgia)

Todo estado é de fato uma cidade; a cidade-estado, assim denominado o estado de fato pela conveniência da preguiça mental é na verdade o estado mesmo, onde está o poder, com os homens que regem o poder.Um é o estado de ato ou o estado em ato, o ato mental abstracto que descortina onde não se vê e lê terras : o horizonte perdido onde não chegam os olhos dos homens, mas somente o da mente humana, através da abstracção.
O estado abstracto ou ideal não está nos territórios vastos da geografia, mas no campo da geopolítica, desenhado em mapas e codificados em leis de ferro : "Dura lex, sed lex". A lei tem que ser dura e é dura, diz o latim de Roma pré-cristão, que depois se ameniza nos eufemismos que caracterizam o modo de poder comando do Vaticano ou da igreja em tempos medievos.
Na realidade o estado de fato é e está numa cidade, a qual comanda o império ( "de Tibério!") ou o estado abstracto, que está conquistado e fora da "orbe" e do "Urbi".
Assim era Roma e ainda o é. Capital do Império romano, Capital da Itália, cabeça do mundo antigo e atual pelos seus pensamentos em latim e suas mãos que se originam do latim, Roma continua sendo mão e cabeça ( "caput múndis") do mundo, na voz e na vez. a cidade é que é o estado e por último e de fato, o homem que comanda e obedece é que é e onde está o estado.
Sem embargo, o homem que comanda tem seu domicilio em uma cidade, a cidade-estado, que é o estado de fato e de Direito, enquanto o obediente está disseminado por todo o território que está fora da cidade, que é o estado de Direito ou conquistado com a força das legiões de Roma. Roma hoje, Roma ontem, Roma amanhã ou outro nome que se dê a Roma : New York, Paris, Londres, Brasília?!...
Uma loba consta na lenda de Roma.Uma lenda não conta o fato real, nem tampouco a história narra o fato; ambas dissertam sobre atos, enquanto fingem, na farsa subjacente á escrita, que narram a realidade. Nem uma nem outra é verdadeira, e, paradoxalmente, ambas são verdadeiras, no sentido de que são passiveis de verificação, de "veritas", não no sentido romano, mas no sentido moderno da verdade, essa ilusão, esse platonismo ingênuo e doce que tem tantas faces e tantos olhos a referenciar essas faces.
Uma lenda e uma história são apenas modos contextuais de narrar um fato e dissertar os actos sob e anteriores ao fato, que se juntaram definitivamente ao fato.Porém não gostamos que seja assim, queremos separar, cindir com a espada mental, fatiar a doutrina até o seu maniqueísmo final ou escatológico.
Vamos contar a história de Roma começando da loba, que é a lenda de Rômulo e Remo, cuja loba provável que lhes deu de mamar foi uma mulher. A história ou a lenda ou o mito tem muitos tramas, muitas histórias e pensamentos que a distraem em digressão infinita e progressão também tendendo par ao infinito matemático.
A história ou lenda de Roma narra em "superposição" a história de Cristo nos Evangelhos e a de Moisés na Bíblia ( Tanakh), ambas cópias da lenda de Rômulo e Remo, porque a história é a do senhor do mundo ou da senhora do mundo sempre, mesmo quando esta é odiosa, odienta, odiosa par aos inimigos subjugados, mas, no entanto, irresistível é o vencedor. A lenda de Roma é a mesma que embala em berceuse e barcarola o berço de Moisés e de Jesus Cristo de mães virgem ( a de Rômulo era uma vestal que dizia ter os filhos gêmeos, Rômulo e Remo, do deus Marte no ventre ), enquanto Maria, mãe de Jesus carregava no ventre o filho anunciado de Deus., porque as mulheres sempre mentiram e assim participaram da história, tal qual Maria Madalena que acresceu um fato novo ao afiançar que vira Cristo ressurrecto dos mortos.
É a história do estado do Vaticano ou da alienação do Cristo enquanto instituição ( igreja) no estado do Vaticano, uma cidade-estado que comanda um império de sua cabeça ( capital), que é a cidade do Vaticano.
Porém, onde foi a loba, desenhar o estado de Roma, foi, outrossim, desenhar outros estados, que todos vieram ( viemos) do latim e de Roma, no Direito, religião e filosofia menor que na Hélade, pois uma história ou lenda ou mito pode ser narrada com base de um símbolo, um signo ou uma palavra, um homem ou qualquer outra percepção humana que impressiona.
Até onde foi o poder da loba?
Todo estado é de fato uma cidade; a cidade-estado, assim denominado o estado de fato pela conveniência da preguiça mental é na verdade o estado mesmo, onde está o poder, com os homens que regem o poder.Um é o estado de ato ou o estado em ato, o ato mental abstracto que descortina onde não se vê e lê terras : o horizonte perdido onde não chegam os olhos dos homens, mas somente o da mente humana, através da abstracção.
O estado abstracto ou ideal não está nos territórios vastos da geografia, mas no campo da geopolítica, desenhado em mapas e codificados em leis de ferro : "Dura lex, sed lex". A lei tem que ser dura e é dura, diz o latim de Roma pré-cristão, que depois se ameniza nos eufemismos que caracterizam o modo de poder comando do Vaticano ou da igreja em tempos medievos.
Na realidade o estado de fato é e está numa cidade, a qual comanda o império ( "de Tibério!") ou o estado abstracto, que está conquistado e fora da "orbe" e do "Urbi".
Assim era Roma e ainda o é. Capital do Império romano, Capital da Itália, cabeça do mundo antigo e atual pelos seus pensamentos em latim e suas mãos que se originam do latim, Roma continua sendo mão e cabeça ( "caput múndis") do mundo, na voz e na vez. a cidade é que é o estado e por último e de fato, o homem que comanda e obedece é que é e onde está o estado.
Sem embargo, o homem que comanda tem seu domicilio em uma cidade, a cidade-estado, que é o estado de fato e de Direito, enquanto o obediente está disseminado por todo o território que está fora da cidade, que é o estado de Direito ou conquistado com a força das legiões de Roma. Roma hoje, Roma ontem, Roma amanhã ou outro nome que se dê a Roma : New York, Paris, Londres, Brasília?!...
Uma loba consta na lenda de Roma.Uma lenda não conta o fato real, nem tampouco a história narra o fato; ambas dissertam sobre atos, enquanto fingem, na farsa subjacente á escrita, que narram a realidade. Nem uma nem outra é verdadeira, e, paradoxalmente, ambas são verdadeiras, no sentido de que são passiveis de verificação, de "veritas", não no sentido romano, mas no sentido moderno da verdade, essa ilusão, esse platonismo ingênuo e doce que tem tantas faces e tantos olhos a referenciar essas faces.
Uma lenda e uma história são apenas modos contextuais de narrar um fato e dissertar os actos sob e anteriores ao fato, que se juntaram definitivamente ao fato.Porém não gostamos que seja assim, queremos separar, cindir com a espada mental, fatiar a doutrina até o seu maniqueísmo final ou escatológico.
Vamos contar a história de Roma começando da loba, que é a lenda de Rômulo e Remo, cuja loba provável que lhes deu de mamar foi uma mulher. A história ou a lenda ou o mito tem muitos tramas, muitas histórias e pensamentos que a distraem em digressão infinita e progressão também tendendo par ao infinito matemático.
A história ou lenda de Roma narra em "superposição" a história de Cristo nos Evangelhos e a de Moisés na Bíblia ( Tanakh), ambas cópias da lenda de Rômulo e Remo, porque a história é a do senhor do mundo ou da senhora do mundo sempre, mesmo quando esta é odiosa, odienta, odiosa par aos inimigos subjugados, mas, no entanto, irresistível é o vencedor. A lenda de Roma é a mesma que embala em berceuse e barcarola o berço de Moisés e de Jesus Cristo de mães virgem ( a de Rômulo era uma vestal que dizia ter os filhos gêmeos, Rômulo e Remo, do deus Marte no ventre ), enquanto Maria, mãe de Jesus carregava no ventre o filho anunciado de Deus., porque as mulheres sempre mentiram e assim participaram da história, tal qual Maria Madalena que acresceu um fato novo ao afiançar que vira Cristo ressurrecto dos mortos.
É a história do estado do Vaticano ou da alienação do Cristo enquanto instituição ( igreja) no estado do Vaticano, uma cidade-estado que comanda um império de sua cabeça ( capital), que é a cidade do Vaticano.
Porém, onde foi a loba, desenhar o estado de Roma, foi, outrossim, desenhar outros estados, que todos vieram ( viemos) do latim e de Roma, no Direito, religião e filosofia menor que na Hélade, pois uma história ou lenda ou mito pode ser narrada com base de um símbolo, um signo ou uma palavra, um homem ou qualquer outra percepção humana que impressiona.
Até onde foi o poder da loba?

domingo, 2 de outubro de 2011

CAPITÃO, CAPITÃO-MOR DA NAU CATARINETA(wikcionario enciclopedia etimologia)

Diz o capitão-mor
para alguém maior
na Nau Catarineta
( "Alvíssaras, capitão
- "meu capitão-general..."
que aqui tem alguém
que tem poder
sobre este solo
"terra à vista"
desta gávea
nesta nave ave
- e ave-maria!....
dessa folia
- aquela louca folia!
que não se dissipa
com o bom dia!
( Vide a alegoria da loucura
em Michel Foucault
ou Erasmo de Rotterdan
para quem ama os baixios
dos Países Baixos
que no fundo do baixio onomástico
é somente Holanda
...e "o resto é mar
é tudo o que eu não sei contar.!..."
canta Tom Jobim...)

No entanto, embora asseverem
peremptoriamente
o capitão-mor
( capitão marinho! )
e alguém maior
( A lenda alienígena do cavaleiro sem Cabeça?!...)
não vejo ninguém
que não esteja na fábula
nem que tenha algum poder
excepto se se considerar gente
a aberração do Capital de Marx
- sem Marx por cabeça,
ó meu capitão
- que nem é capitão
nem meu nem de ninguém!
- é um zé-ninguém
um Mané-vintém
como todo mundo aqui
se tornou por mando
que dizem desmando
de Tomé de Souza
ao Manuel da Silva
nesta Capitania

Há esta assertiva aqui :
é que havia um tempo
tinha minas gerais
por pé de pequi
aqui! - neste lugar
onde planto os pés
descalços de um carmelita
de um monge e um profeta do Carmelo
( o monte Carmelo do profeta Elias
taumaturgo judeu )

Sob cada pé de pequi
haviam minas
pois as minas eram gerais
e o filão inesgotável

Sem embargo do Capitão-mor
e a nau naufragada
nestas costas do Atlas
o titã Atlante
ainda há minas
e gerais também
mas não tem mais
excepto no nome
o filão roubado
pela força armada de Portugal
quando os portugueses
tinham cara e vela!
e deixaram as minas gerais
sem no oco do pau
- graças ao santo de pau oco
que sempre foi padroeiro
e governador
nestas terras geralistas
onde o escritor Rosa
pôs o burro na sombra

Aqui onde as minas eram gerais
só tem hoje os campos gerais
as serras gerais
o sertanejo geralista
descrito na poesia de Guimarães Rosa
na simbologia poética de Alphonsus Guimarães
( Ó Oh! "pobre Alphonsus" !... )

Há outrossim
o vazio de gente
pois os que dizem existir
não tem nada por dentro
assim como a onomástica
das minas gerais
- que é Minas Gerais
apenas para subverter o Direito
entortar o pau que já era torto
ao subir para o céu
como uma pipa
buscando o sol
ao gosto da loba Capitolina
que não tem seios
nem leite
para amamentar Rômulo e Remo
que não nasceram ainda
nem vão nascer por cabeça
senão para servir alguns arrivistas
que não sabem poder
porque não sabem o que é poder
ou o que é o poder
e por isso não podem mandar
senão obedecer
a mediocridade cavada em suas mentes
pequeninas e vaidosas
meninas
eivadas de obediência estúpida
que a todos prejudicam
pois o comando de um líder é essencial
emergencial
ao invés dos arroubos de um boçal,
ó capitão
- capitão de ninguém
por também não consegue ser ninguém
conforme o gosto do poder
dos que se pensam poderosos
mas são apenas impotentes
segundo as varas da justiça
ou contando para dormir
os três porquinhos do poder
- no poder
mas sem poder nada
- pobres e impotentes
- mas são os Três-Porquinhos-Poder
nos três Poderes
na República dos Três
e de mais ninguém!
( Sai das trevas e monta a luz
ó ginete do cavalo baio do Apocalipse!... )

Minas dos luares
- muares de Minas!
aqui governa ( governa?!)
um sátrapa
um alcaide dos tempos de antanho
um déspota crudelíssimo
empalador de homens
que não sabe nem alfa nem beta
e não tem a mínima educação
pois trata os mestres com desprezo e amuo
e usa a palmatória
ressurreta de velhos tempos
- tempos insurretos em Minas de Tiradentes
e os poetas Antônio Tomaz Gonzaga
Alvarenga Peixoto
e Cláudio Manuel de Costa
que eram as verdadeiras minas das minas gerais
e de Minas Gerais!

Esses homens eram mestres
- poetas magistrais
mas se sublevaram
no tempo em que o ouro
era exigido do povo
até nos "Quintos dos Infernos!"
E então houve a inconfidência mineira
- a conjuração mineira
que acabou colocando poetas árcades
nas masmorras
e matando e esquartejando
um pobre Aphonsus...,
digo, um pobre alferes!

"Libertas Quae Seras Tamem"
dístico de uma écloga de Virgílio
que ainda canta na bandeira
para quem sabe ler
- o mundo, a vida, a política, a economia...
e outras questões de estado
quase tão importantes e menos prioritárias
- que a Educação!
( E educação, Capitão da capitania sem cabeça,
Capitania de Minas Gerais,
- educação começa com respeito
- mas se não se respeita a si mesmo
como respeitar o outro
( o alter ego de Freud na psicanálise )
ou o próximo
( a parábola do bom samaritano de Jesus
nos evangelhos )

Adeus, capitão, meu capitão,
capitão sem cabeça
- capitão da nau dos Insensatos!
na crônica de Brueguel, o velho
e Goya nos "Caprichos"
- caprichos sem governo...
não se sinhá moça
mas de artista
que olha para a crueldade
nos caprichos dos poderosos
cujo poder passará
como passarão os céus a a terra
e Mário Quintana continuará...:
- "passarinho!"

sábado, 1 de outubro de 2011

O LOBO DE PLAUTO E HOBBES ( wikcionario wik wiki dicionario etimologia glossário)

O estado é o lobo do homem : paráfrase de Hobbes quando ele assevera : "Homo homini lupus"; contudo, a frase é de Plauto : " Lupus est homo homini non homo".O estado é o novo lobo do homem. Mas até onde vai esse lobo? Até onde manda esse lobo alfa abstracto e jurídico, jurígeno?!
Este lobo de corpo fantasma, tal qual o corpo da medicina, o objecto da anatomia, que nunca é real, mas doutrinário, muito antes de ser real, pois nada para o homem é fático completamente, uma vez que intrometido no fato está sempre o ato ou pensamento humano, o qual mesclado ao fato o transforma numa espécie de ser do homem posto no mundo tal qual o corpo do centauro na mitologia ou do cadáver na anatomia.
O estado é o lobo do homem : o lobo alfa, aquele que comanda, dá as regras ou normas através do Direito ( direito do alfa?) e das Obrigações ( obrigações do beta em diante?!).
Alias, toda a maniquéia começa no homem com o alfa e beta ou alfabeto: tudo no universo do homem, em sua comunidade ou estado, é um alfabeto ou a relação primordial do lobo e do homem também : a relação do alfa com o beta, a que se segue as demais, mais fracas, menos independentes e rivais, pois somente o beta pode vir a vencer o alfa e mudar assim o mundo á sua volta e a sua vida.Essa relação alfabética permeia e funda todo o conhecimento e toda a sabedoria : conjuga conhecimento á sabedoria, numa rara conjunção de essência e existência.
O estado aqui é uma fábula ou está posto numa fábula a modo de Kafka, na qual não devora o homem, porque nem mesmo dá para saber sobre a frase de Plauto referida no contexto de Hobbes e posteriormente, agora, no terceiro contexto : o contexto do autor ( contexto atual par ao autor, mas nem sempre para o leitor).
São três leituras do mundo ou de mundos diversos, mas interrelacionados pelo condão da língua latina e grega e portuguesa, que o faz, entrementes, no tempo, ou seja, no traslado da história de uma língua para outra : do grego ao latim de Roma e do latim do vulgo ( o latim do soldado, que traduz fielmente o pensamento implantado no povo da época pela força do processo de alienação do mais fraco, do inculto, do bronco ) ao português.( O processo de alienação é a submissão do pensamento do homem comum ao pensamento instituído e institucional, que cria uma padrão, cujo fito é impedir ao homem comum de pensar por si e apreender a pensar institucionalmente ou de forma alienada de si, nas instituições ou pelas instituições que desenvolvem doutrinas que alienam o homem ao pensamento alienígena que vem tanto das doutrinas institucionalizadas ou postas em instituições ( tendo ser ser posto numa instituição qualquer : igreja, empresa, estado...) como pode vir a emergir em um líder "carismático", que o estado procura logo eliminar, porquanto o estado não é mais que uma alienação do pensamento do homem e da manutenção indefinido no poder daqueles que detêm o poder momentâneo, que querem sempre a vitaliciedade, a perenidade).
Lido no contexto romano, parece que o lobo era, "zoologicamente", o de Esopo : um ser malvado e capaz de ardis subtis para obter sua presa. É um lobo de fábula, um lobo fabuloso; portanto é o homem na pele desse animal feroz e astuto : o devorador, o cruel lobo do romanos e gregos. Parece que o lobo da fábula ( zoologia?) grega não se modificou muito quando citado numa comédia romana.
Se a citação está numa comédia evidentemente é porque era o que se pensava do homem, objecto da comédia, enquanto ser político, sendo político no âmbito do lar ou do estado e dá uma ideia de como a "zoologia" grega e romana viam o lobo, olhavam de viés para o lobo que, quiçá, imaginam se alimentava da própria espécie, na lenda zoológica.
Hoje o lobo é até "bonzinho" em algumas ecologias, mesmo porque já foi praticamente exterminado e o morto, desde a idade média, sempre é canonizado, oficialmente ou popularmente, quer seja gente ou bicho de fábula, que também é gente, mesmo porque o lobo continua sendo de fábula, está uma zoologia separada por um cercado de doutrinas humanas, que esquece o animal no homem, enquanto zoólogo e tem como objecto de estudo o lobo ou outro animal, e põe o homem apenas como um animal articulado, enquanto o lobo é apenas a desculpa articulada na fábula para afastar nossa zoologia do caminho do pensamento ou por dois objectos num só, quando se trata de analisar homem e lobo : há sempre a intermediação benfazeja da fábula a livrar o homem da animalidade presente no lobo e olvidada no homem.
Sem embargo, Plauto usa da comédia para dizer isso : que o homem é um animal e come o outro homem, pois tem a mesma natureza animal do famigerado lobo faminto, famélico, famoso por suas perversidades e astúcias nas fábulas de Esopo.Não sei se ele quer dizer isso que se pensa hoje; provavelmente não ; provavelmente não podermos ler o que ele escreveu naquele contexto escrito : isso certamente que não, mas fazer um juntar de ato e fato para ler contextos, isso podemos fazer e sabemos fazer enquanto homens, seres que damos os nossos seres aos outros seres, incluso o animais, que muito gostamos que se afastem de nós.
Trocando em miúdos : o lobo é o governo, sendo o estado o governo também. Não existem homens de estado ou estadistas, mas homens-estados, que existem em determinados momentos e num certo tempo, num espaço ou território que é vasto, transcende ao território físico imanente da geografia e vai ao cultural, linguístico, logístico, ritualístico, filosófico, tecnológico, policial, etc.
Mais: os antigos tinham uma ideia equívoca do lobo da lenda, da fábula, que passou para a comédia e para o pensamento em suas formas gerais e variadas, mas sempre coerentes, pois a filosofia é o mesmo que a poesia, a poesia o mesmo que a pintura e as artes em geral, apenas com forma diversa e apta a ser acessada por um tipo especial de cérebro especializado numa das várias formas de linguagens; a música, a pintura, o desenho, a escultura, o teatro, a filosofia, a ciência, a tecnologia, etc., todas carregam o mesmo pensamento ou o pensamento em encerrado em sua linguagem ou língua especial, sua semiótica e semiologia, enfim.
Outrossim temos outra forma equivocada de ver o lobo ou de "cheirá-lo", se for o caso; tão equívoca quanto a visão antiga, do lobo em outro tempo e ecologia e cultura e zoologia e fábula : nos "palcos" e "fronts" que lhe pôs o homem, onde o homem deu a ele, lobo, seu ser ( o ser do homem mesclado ao do lobo) nas fábulas e zoologias mais e tais quais.
Esse equívoco tem início quando se sabe que o lobo não come o lobo, nem o homem ao homem, excepto em canibalismos justificados pelos problemas a resolver naturalmente ou culturalmente, conforme seja o caso do homem e do lobo; um cultural, com a cultura do antropófago ( não Mário de Andrade e outros "canibais" intelectuais) de alguns aborígenes, os quais eram vistos com horror pelos cristão da Europa pós-romana, dos quais não sei se Roma pagã no culto e na religião já tivera alguma notícia, pois a Roma dos deuses e a Roma de Cristo é diferente : é outra "sobrecultura" e outro "sobrepensamento" ( suprapensamento ) : uma arqueologia do saber e do conhecimento funda essas duas Romas, que hoje deve ser uma terceira ou enésima Roma, mas sempre dos romanos.
No entanto, como nesta "fábula" o lobo é o estado, até onde vai esse poder do lobo sobre o homem? Ele devora o homem? E
E por fim: por onde andará o lobo mau?!...de vetustas histórias, já conhecidas na Grécia e concomitantemente em Roma, cidade eterna.